As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 17/07/2020

Desde a revolução industrial, a mão de obra humana é cada vez mais desnecessária. Na era moderna, ainda existiam homens que acendiam os postes de luz manualmente com fogo, atualmente, esse processo é feito automaticamente com eletricidade. Os empregos tradicionais vão deixando de existir com o tempo, porém empregos que exigem uma mão de obra mais qualificada surgem na mesma proporção.

Filósofos como Marx previram a troca do trabalho humano pelo maquinal ainda na época do surgimento das primeiras máquinas à vapor. Máquinas podem trabalhar 24 horas por dia, 7 dias por semana, em uma velocidade maior que as dos seres humanos. Isso causa produção em massa e a diminuição dos custos, por isso a troca do esforço humano pelo maquinário é tão atraente.

Consequências são notadas, o surgimento das máquinas trouxe desemprego, já que os postos que eram ocupados por humanos passaram a serem ocupados por máquinas. Maior exemplo disso foi a transição do fordismo (modelo de produção baseado no trabalho braçal e repetitivo de homens) para o toyotismo (modelo de produção baseado em máquinas). Porém, com o fechamento de postos de trabalhos físicos, existiu o surgimento de postos de trabalhos técnicos, intelectuais e criativos.

As máquinas criam o desemprego e dão oportunidades de emprego ao mesmo tempo. Segundo o Fórum econômico mundial, 65% das crianças iram trabalhar em funções que ainda não existem. É necessário, então, preparar os jovens para esse desafio. É necessário garantir uma educação pública de qualidade, o Governo Federal deve ampliar a verba do MEC para a manutenção e criação de novas escolas para garantir o acesso à educação. Além disso, o MEC pode fazer parcerias com o SENAI e estipular que os alunos da rede pública tenham que ter aulas de cursos técnicos, como robótica, programação ou TI, para que já saiam do ensino médio prontos para enfrentar o novo mercado de trabalho.