As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 17/07/2020

Nas sociedades contemporâneas as coisas fluem de modo rápido, e as relações de trabalho acompanham esse fluxo. O avanço das tecnologia muito provavelmente substituirá muitos dos empregos que conhecemos e que existem. Isso significa que para ter um emprego, o profissional do futuro terá de ser extremamente qualificado. Portanto, devido a desigualdade social, nem todas as pessoas terão o privilégio de passar anos se capacitando em algo e correndo o risco de serem substituídas por máquinas. O que acontecerá com essas pessoas?

Em “Homo deus” o historiador e futurista Yuval Noah Harari especula sobre o futuro baseado no presente. O autor defende que muitas das tecnologias que já existem estão crescendo exponencialmente rumo a automação. As máquinas que antes precisavam de programadores para ditar e objetificar como deviam funcionar, agora possuem tecnologias como Inteligência Artificial e Machine Learning, e possuem a capacidade de reconhecer seus próprios erros no sistema e corrigi-los sem a necessidade de um ser humano.

Da mesma forma, as máquinas sempre farão um trabalho melhor do que qualquer ser humano. Certamente, empregos muito técnicos e repetitivos serão substituídos mais rápido do que os que não são. Como resultado, muito provavelmente a classe operária será extinta, em razão de não ser mais necessária devido a superioridade das máquinas. Indubitavelmente, isso será um problema pois possivelmente no futuro teremos uma massa de “inúteis” controlados por uma elite.

Em síntese, inegavelmente será difícil barrar o destino da automação, devido à insignicância dos homens em relação a ascensão das máquinas. Entretanto, uma medida potencialmente significativa no combate ao desemprego causado pelas máquinas, será a definição de uma renda universal básica definida pelos Estados para tentar sanar a desigualdade que está por vir.