As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 18/07/2020
O filme “Robôs” narra sobre uma sociedade inteira formada por andróides dotados de inteligência, cujo protagonista constrói quinquilharias que ajudam a modernizar o trabalho manual de seus amigos. De maneira análoga à história fictícia, as profissões contemporâneas encaram um processo de modernização, oriunda das novas máquinas, resultando na disfunção do empregado, que é substituído pelos modelos autômatos e por conseguinte, o dilema das causas de desemprego associada à tecnologia torna-se ostensiva. Assim, é lícito afirmar que a exabundante vanguarda da quarta revolução industrial contribui para a perpetuação desse cenário negativo na democracia.
Em primeira instância, evidência-se, por parte do Estado a ausência de políticas públicas suficientemente efetivas para a garantia e geração de emprego. Essa lógica é comprovada pelo papel passivo que a Secretaria do Trabalho exerce na administração do país. Designado para promover os direitos do trabalho, bem como o acesso ao emprego, tal órgão ignora ações que poderiam, potencialmente, fomentar a criação de novas áreas de ofício e as prerrogativas trabalhistas, como a geração de novas empresas e o investimento de montantes nos setores de tecnologia aplicada às indústrias.
Outrossim, é imperativo pontuar que a negligência do departamento ocupacional, no que se refere à notação de ocupações nupérrimas, colabora para o aumento do desemprego e a dificuldade de acesso às profissões modernas no Brasil. Isso decorre, principalmente, do posicionamento de inércia do Estado em relação à tecnologia no país e à falta de interesse da elite em investir nesse segmento, visando valorizar seu próprio lucro, lidando com o impacto nacional que esse problema causa ao país de forma desprezível. Logo, é substancial a mudança desse quadro.
Portanto, é necessário que medidas sejam tomadas para facilitar o engendramento de novos empregos e a capacitação dos indivíduos de ingressarem nos mesmos. Posto isso, a Secretaria de Trabalho deve, por meio de um amplo debate entre Estado, Ministério da Economia e sociedade civil, criar um polo nacional de geração, manutenção e distribuição de ofícios ativos na sociedade. Tal plano deverá focar no percentual de desempregados e disponibilizar vagas de emprego para esse grupo, em parceria com grandes empresas geradoras de serviços. Ademais, o Governo Federal deve também, mediante oferecimento de incentivos fiscais pungir os núcleos industriais a propiciar ocupações. Logo, a célebre contemporaneidade laboral ocasionará mais benefícios à sociedade brasileira.