As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 30/07/2020

No Brasil colônia, quando a coroa portuguesa fez moradia no mesmo,  foi criada a Divisão Militar da Guarda Real de Polícia do Rio de Janeiro, a primeira polícia brasileira, para proteger a família real e a corte, gerando mais empregos. Assim como na época colonial o mundo do trabalho se transforma a cada demanda do mercado consumidor, contudo, atualmente ele conta com novos desafios, como sua constante mudança e a necessidade de trabalho em equipe, sendo assim cabe ao Ministério da Educação e à instituições educacionais enfrentar esses desafios.

Em primeira instância, a tecnologia esta cada vez mais avançada, ou seja as mudanças são cada vez mais mais rápidas e as pessoas têm que estar sempre em processo de aprendizado para que ainda sejam relevantes. Isso causa instabilidade no mercado, que é confirmada pelo IBGE quando o órgão divulga uma taxa de 13,5% de desemprego, causado pela falta de meios pelos quais a maioria da população de baixa renda, muitos que cresceram em um mundo não tão desenvolvido e se acostumaram a uma dinâmica mais simples de mercado, onde se aprende um ofício e o pratica pelo resto da vida, poderia se instruir e mudar ao mesmo tempo que o mercado muda.

Em segunda instância, os trabalhos do futuro insistem em inteligencia emocional e trabalho em equipe, os “CEOs” hoje têm que mostrar empatia pelos seus funcionários, e isso se torna um desafio pois, ao mesmo tempo que essa exigência cresce, cresce também a efemeridade das relações, como o filosofo contemporâneo Zygmunt Bauman defende quando escreve sobre a “Modernidade Líquida” em que, as relações interpessoais são inconsistentes e emergem no individualismo. Consequentemente as pessoas não estariam preparadas para o trabalho em equipe, sendo deixadas de lado pelo mercado por não conseguirem trabalhar pensando no coletivo e sim apenas no individual.

Portanto, é evidente que o mercado de trabalho do futuro oferece desafios relevantes, sendo assim, cabe ao Governo Federal, em específico o Ministério da educação, oferecer cursos gratuitos, por meio de programas educacionais para adultos e jovens adultos,  para preparar a população a trabalhar com tecnologias ao longo do aparecimento delas, a fim que taxa de desemprego diminua. Além disso, cabe à instituições educacionais, como faculdades e escolas, incluírem, por meio de uma mudança na grade curricular, horários e espaços próprios para os estudantes conversarem sobre seus sentimentos em conjunto, como já é feito em algumas escolas profissionalizantes no país com o “Projeto Vida”, para que assim eles se sintam mais confortáveis e aprendam a demonstrar empatia, quebrando desse modo o ciclo de individualismo, para que o país possa crescer com os novos trabalhos, assim como na época colonial.