As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 06/08/2020
O Ludismo foi um movimento de trabalhadores ocorrido no século XIX, Inglaterra, em que operários revoltados como o desemprego e as condições de vida do país destruíram máquinas como forma de protesto. Dessa maneira, assim como evidenciado no fato histórico, a sociedade encontra dificuldades para se adaptar às novas profissões, e hodiernamente, é notório inúmeros desafios para os empregos do futuro. Diante disso, deve-se analisar como impasse nas profissões do futuro a questão da capacitação dos trabalhadores para o mercado e a adaptação do meio educacional às tecnologias.
Primeiramente, é fundamental destacar que a habilitação dos operários para o mercado de trabalho é um grande desafio. Isso porque, atualmente, os meios tecnológicos estão em alta, sendo a principal forma de emprego do futuro, no entanto, os trabalhadores não possuem uma ampla educação digital, devido a estrutura do sistema em que estão inseridos que é baseada em operações manuais. Para exemplificar tal evidencia, de acordo com o portal de notícia G1, o Brasil precisará qualificar quase 10,5 milhões de trabalhadores em quatro anos. Em decorrência disso, a qualificação dos profissionais é um fator muito importante para a economia do país, sendo um desafio pela falta da inserção dos meios tecnológicos no sistema de trabalho.
Ademais, a adaptação do sistema de ensino aos meios digitais também é um desafio para as profissões do futuro. Isso ocorre em razão de que a maioria das instituições educacionais ainda possuem um método tradicional, sem a contribuição de nenhum ou poucos aparelhos digitais. Segundo um dado do portal de notícias “Porvir”, as metodologias educacionais estão ultrapassadas, o que prejudica a preparação dos jovens e crianças para as profissões do futuro. Em consequência de tal fato, hodiernamente, há uma baixa busca pelos empregos ligados à tecnologia, tendo em vista que a instrução dos jovens é ancorada em sistema falho, que não exaltam a importância do meio digital.
Torna-se evidente, portanto, a capacitação dos trabalhadores para o mercado de profissional e a transformação do meio educacional às novas tecnologias são os desafios para as profissões do futuro.
Em razão disso, cabe ao Ministério da Economia, juntamente com as empresas, promover uma ampla habilitação dos operários, por meio de cursos e seminários capacitantes, que estimulem a participação da tecnologia nos mais diversos serviços, com o fito de garantir o emprego dos trabalhadores, o que contribui para que movimentos como o Ludismo não ocorram. Além disso, cabe ao Ministério da Educação reformular a estrutura educacional das instituições educacionais, por intermédio de reformas na grade curricular, que permitam uma utilização efetiva dos meios tecnológicos. Dessa maneira, as profissões do futuro não encontraram desafios.