As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 12/08/2020

Segundo Bill Gates ,fundador da Microsoft, a chave do sucesso nos negócios é perceber para onde o mundo se dirige e chegar lá primeiro.Dito isso, nota-se a importância da adaptação dos indivíduos às tendências das profissões futuras, para que assim não fiquem em ocupações que se tornarão obsoletas.Contudo, percebe-se que a falta de investimento em tecnologia e pesquisa e, consequentemente, “fuga de cérebros”,são alguns dos desafios enfrentados pelas alterações do mercado de trabalho no país.

Em primeira análise, é importante frisar o fato de que o mercado tecnológico terá grande ênfase para as gerações futuras, ressaltando a necessidade de investir-se nesse âmbito, sobretudo nos tecnopolos. Nessa ótica, observa-se que entre os maiores tecnopolos do país, estão as universidades, tendo a Unicamp, por exemplo, como um grande centro de pesquisa e desenvolvimento. Entretanto, os cortes de verbas nessa esfera somam uma redução de mais de 70% nos últimos sete anos, consoante dados do Ministério da Tecnologia, Ciência, Inovações e Comunicações (MCTIC),o que mostra o Brasil indo de encontro às tendências do mercado.

Em decorrência dos escassos investimentos, ocorre o impasse da fuga de cérebros, que acarreta perda de profissionais qualificados que poderiam contribuir para o desenvolvimento de suas áreas no país. Prova disso acontece de acordo com matéria divulgada pela BBC Brasil, a qual mostrou um aumento de 184% entre 2011 e 2018 no percentual de brasileiros que deixam o país em busca de melhores oportunidades para desenvolver seu trabalho.Assim, os países de origem desses imigrantes acabam não obtendo o retorno intelectual e financeiro desses indivíduos.

Evidencia-se, portanto, alguns desafios para as profissões futuras.Para tanto, cabe ao MTCIC, por meio de uma maior destinação de verba do  Governo Federal, aumentar os investimentos em tecnologia e pesquisa.Isso pode ser feito, por exemplo,com equipamentos laboratoriais para universidades, a fim de gerar melhor estrutura de trabalho e estudo para os jovens, evitando assim uma “diáspora de cérebros” tupiniquins.