As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 24/08/2020
No filme “A Fantástica Fábrica de Chocolate” do estúdio “Warner Bros”, o pai do protagonista e seus colegas de profissão, após terem trabalhado décadas nas esteiras de uma fábrica de doces, perdem o emprego ao serem substituídos por uma máquina que executa com eficiência o trabalho de todos os empregados da linha de produção. Essa situação evidencia que o avanço da tecnologia modifica dinâmicas sociais e trabalhistas, nas quais profissões são extintas e criadas. Nesse contexto, as profissões do futuro, fruto das transformações tecnológicas, podem gerar alto índice de desemprego, ao substituir outras carreiras de cunho mais operacional, enquanto que absorvem apenas poucas pessoas por não haver muitos profissionais capacitados.
A terceira revolução industrial impulsionou o desenvolvimento da robótica e da IA - Inteligência Artificial. Ambas modificaram as relações de trabalho da sociedade. As industrias estão repletas de robôs, substituindo muitos trabalhadores que, artesanalmente, realizavam esses trabalhos. A IA possibilita hoje que veículos sejam programados para se locomoverem sem piloto em minas de minério e outros locais perigosos ao ser humano. Quando essa tecnologia for implementada em grande escala e todos os veículos tornarem-se autônomos, a profissão de motorista e guarda de trânsito irão desaparecer.
Postos de trabalho de natureza mais operacional serão substituídas por robôs ou “softwares”, haverá muitos desempregados que não terão habilidades desenvolvidas para ocupar as novos profissões, que tendem a uma ligação mais íntima com os meios tecnológicos. Logo é importante uma maior adaptação a flexibilidade das transformações advindas da inovação, assim como na lei da evolução de Darwin, na qual um organismo precisa adaptar-se ao meio para garantir sua sobrevivência.
Nesses termos, afim de que a sociedade esteja habilitada e preparada para as transformações na dinâmica social e trabalhista provindas pelas inovações tecnológicas, é necessário a criação de um projeto de lei, que deverá ser entregue à câmara, no qual o MEC inserirá disciplinas de programação, informática e suas tecnologias e “design” de “software” no currículo escolar do ensino básico, bem como exigirá uma maior integração do currículo das outras disciplinas com a área da informática - sendo o ensino dessas novas matérias realizado em laboratórios de informática da escola ou de outras instituições. Dessa forma, a sociedade sempre estará capacitada e em alinhamento com a tecnologia, para ocupar as futuras profissões, não sendo substituída pela não necessidade de profissões antigas, como foi o caso do pai de família do filme supracitado.