As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 28/08/2020
A partir do advento da Quarta Revolução Industrial, a produção se tornou mais inteligente, eficiente e mecanizada com o apoio das novas tecnologias e da Internet. Dessa forma, isso interferiu diretamente nas relações de trabalho existentes até então, principalmente quando permitiu que as inteligências artificiais executassem tarefas humanas, otimizando a produção e, ao mesmo tempo, causando desemprego em massa. Além disso, as novas tecnologias implicam diretamente no processo de mudança e adaptação das profissões, no qual, certamente, novas profissões surgirão e outras entrarão em decadência. Logo, isso leva à inevitável e importante discussão sobre as profissões do futuro, seus desafios e suas consequências.
Nesse contexto, a tendência é que as ocupações do futuro estejam intimamente relacionadas às inovações tecnológicas. Desse modo, o sistema produtivo poderá exigir das pessoas um trabalho mais técnico e específico, trazendo consequências negativas para os trabalhadores com baixo nível de escolaridade, sem qualificação ou formação superior, e pouco especializados, tendo em vista os desafios que enfrentarão para obter emprego. Isso leva a uma realidade preocupante, em que haverá um crescimento da taxa de desemprego estrutural e de atividades autônomas e sem vínculos empregatícios, ou seja, do trabalho informal. Esse cenário também é negativo para o Estado, uma vez que a arrecadação de impostos e de contribuições previdenciárias fica comprometida. Assim, são necessárias ações do Estado para evitar essa realidade.
Ademais, além do desemprego, os países ainda necessitam entrar definitivamente na quarta era da indústria, ou seja, passar por uma nova concepção de política industrial, que não apenas busque incorporar o desenvolvimento das novas tecnologias, mas que o faça com agilidade, para reduzir as discrepâncias em relação a seus concorrentes. Outrossim, ainda não há a devida identificação dos setores e dos tipos de empresas com maior potencial para adoção de tecnologias ligadas à indústria, sendo isso essencial para adequá-las corretamente a cada tipo de produção. Logo, é fundamental o apoio e a intervenção Estatal para que isso aconteça.
Portanto, tendo em vista o que foi supracitado e com a finalidade de enfrentar os desafios das futuras profissões, é obrigação do Estado elaborar planejamentos estratégicos para auxiliar os setores selecionados, por meio de programas que facilitem o intercâmbio tecnológico e comercial. Além disso, deve criar políticas assistencialistas, de modo a amparar os trabalhadores informais e, ao mesmo tempo, desestimular essa forma de trabalho. Vale ressaltar que isso deve ocorrer por intermédio de cursos profissionalizantes gratuitos e de um projeto de renda básica emergencial para cada trabalhador.