As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 23/09/2020

Durante o fim século XVIII, ocorreu a primeira revolução industrial, na qual permitiu a distribuição de empregos para a população. Mais tarde, no século XIX, novos processos de produção foram criados, extinguindo a necessidade total do uso da mão humana. A partir daí, a medida que os séculos passam e a tecnologia evolui, menos precisa-se da mão de obra do homem. Por isso, a cada dia aumenta o questionamento da humanidade sobre a substituição dos empregos pelas máquinas e como a humanidade se adaptará a um cenário de metamorfose social.

Em primeira análise, é válido destacar a crescente corrida pelo descobrimento de novas tecnologias, análoga a corrida espacial durante a Guerra Fria. Durante o século XX, o anseio por chegar à lua era imenso, uma vez que seria um feito inédito para a humanidade. Atualmente, tem-se como exemplo a promessa das empresas “Uber” e “Nissan” de criarem um carro voador autônomo e disponibilizarem o serviço de táxi por aplicativo, com preços acessíveis nas grandes cidades. No entanto, a quantidade de profissões que serão substituídas por essa tecnologia é absurdamente grande, visto que motoristas de táxi e ônibus já não serão viáveis para as empresas, por conta do custo da mão de obra. Nesse contexto, o “pequeno passo para o homem e um grande avanço para a humanidade”, segundo Yuri Gagarin, se tornará um grande feito para o homem, mas um regresso à sociedade.

Além disso, pode-se ressaltar a dificuldade para se reverter um possível quadro de troca total da mão humana em profissões simples e baratas. A economia mundial ficará em risco com tal cenário, pois, tendo como base a construção de um prédio inteiramente com uma impressora 3D em Dubai, segundo “Techmundo”, a substituição de pedreiros, empreiteiros e diversas outras profissões relacionadas a construção civil será concretizada. Para tanto, como enunciava John Zeran, para resolver os problemas atuais, a humanidade teria de voltar para a Idade da Pedra, por meio da desindustrialização do mundo e do abandono da tecnologia, contudo, num mundo predominantemente capitalista e ganancioso, os empasses dificilmente serão solucionados dessa maneira.

Tendo em vista, portanto, o forte poder e a alta evolução da tecnologia no mundo atual com o risco de uma grave metamorfose social, cabe aos Ministérios da Educação e Economia disponibilizar o acesso ao estudo para toda a população em risco, por meio da construção de novas universidades públicas e do aumento das bolsas de estudos fornecidas pelos programas PROUNI, FIES e SISU, para que a sociedade possa preparar-se para o futuro e ingressar em novas profissões com mercado amplo e insubstituível. Desta forma, o mundo não regredirá à Idade da Pedra - contrapondo, assim, proposta do filósofo anarquista americano John Zeran - mas poderá evoluir de maneira justa e igualitária.