As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 25/09/2020
Ao longo da história, a humanidade experimentou várias formas de prestação de serviço e, posteriormente à 1º Revolução Industrial, foi observada a diversificação das ocupações, fato que tem se intensificado no século XXI com o surgimento de profissões ligadas aos setores de tecnologia da informação e internet. Desse modo, o surgimento de novas profissões é algo preocupante, visto que as escolas e suas ementas disciplinares não acompanharam as mudanças. Logo, é substancial a alteração desse quadro que vai de encontro ao cenário da modernidade.
Nesse sentido, algumas escolas, principalmente do setor público, contam com espaços com estruturas limitadas, que não são pensadas para preparar o estudante para o modernismo das novas ocupações. Nesse contexto, em 2016, foi aprovada uma Proposta de Emenda Constitucional que cria um teto para os gastos públicos em educação por até 20 anos. Assim, as possibilidades para aquisição de materiais como computadores, que poderiam auxiliar os docentes a ministrarem aulas de manipulação básica de softwares, por exemplo, ficam restritas e dificultam o aprimoramento do saber digital, tão essencial na vida profissional, principalmente, para as profissões do futuro.
Ademais, a ementa disciplinar das escolas pouco é atualizada no sentido de instruir o discente sobre valores humanos cada vez mais requisitados nos serviços, a exemplo do empreendedorismo, da empatia e da comunicação. O sociólogo Zygmunt Bauman alerta sobre a necessidade de mudanças para acompanhar a modernidade que é dita como “líquida” por se modificar de forma constante. Dessa forma, o currículo escolar deve abordar assuntos que poderão contribuir para a vida profissional dos estudantes, dando-lhes capacidade de se engajarem em diferentes carreiras e de se adaptarem às mudanças das formas de prestação de serviço as quais terão que conviver.
Em suma, é inegável a necessidade de um melhor preparo das escolas, as quais são responsáveis por formar indivíduos que se destaquem em um mercado de trabalho que exigirá cada vez mais o saber digital técnico e a aplicação de habilidades essencialmente humanas. Para tanto, urge que o Governo Federal invista, por meio de verbas governamentais, na modernização de escolas, a fim de que professores tenham ferramentas para apresentar aos estudantes o mundo digital o qual terão que conviver. Essa ação contará com a aquisição de, pelo menos, 10 computadores por escola cadastrada na rede pública. Além disso, o Ministério da Educação deverá atualizar a ementa educacional das escolas, a fim de inserir disciplinas que promovam o desenvolvimento de habilidades pessoais e favoreçam o ingresso dos alunos no mercado de trabalho. Dessa maneira, espera-se reduzir as adversidades que os jovens possam ter ao se depararem com as profissões do futuro.