As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 27/10/2020
No filme “A Fantástica Fábrica de Chocolate”, o pai da personagem principal é demitido após ser substituído por uma máquina que realizaria o trabalho feito por ele. Contudo, apesar da cinematografia, a temática do filme está cada vez mais presente no século XXI, já que, após a Revolução Técnico-Científica, ocorrida em 1970, a mecanização está em destaque nos setores fabris. Dessa forma, as inovações implicam em novas possibilidades no mercado trabalho que tendem a suprir os objetivos do mundo hodierno. Todavia, demonstram consequências, como a elevação do desemprego, que é fruto da falta de conhecimento e preparo tecnológico.
Em primeiro plano, sob a ótica do sociólogo Pierre Lévy, a qual diz que toda tecnologia trará excluídos, é possível compreender as defasagens causadas pela implementação de novos equipamentos aos ofícios, uma vez que, ao inserir um mecanismo diferenciado, a estrutura padrão será alterada. Outrossim, segundo o site Educação UOL, a inovação do labor, que fomenta novas áreas, também é a que incita o aumento do desemprego, haja vista que uma máquina consegue realizar um trabalho que antes necessitava de diversos operários. Sendo assim, os novos horizontes, ao passo que modificam e beneficiam um grupo específico, culminam no déficit das contratações trabalhistas.
Paralelo a essa visão profissional, é válido ressaltar a desqualificação técnica existente nas demandas industriais. De fato, os trabalhadores não possuem os conhecimentos necessários acerca da tecnologia precisa para ingressar nas profissões do futuro, ou seja, além de não estarem capacitados, não é disponibilizada a oportunidade de aprendizagem. Nessa perspectiva, o filósofo Locke alegava que o ser humano é uma tábula rasa, que vai sendo moldado de acordo com as experiências. Isso explica a necessidade de introduzir a educação científica para adaptar e moldar a sociedade às novas formas de serviços. Portanto, infere-se que as profissões do futuro são essenciais, porém devem ser reavaliadas.
Diante do exposto, são necessárias medidas para minimizar as consequências. Logo, cabe ao Ministério do Trabalho a tarefa de expandir os setores comerciais, por meio da promulgação da lei, aprovada pela Câmara dos Deputados, que estipule uma quantidade de vagas para cada área empresarial - as vagas deverão ser acompanhadas de cursos profissionalizantes ofertados pela empresa -, à vista de melhorar a distribuição dos ofícios e, por conseguinte, reduzir o número de desempregados. Ademais, compete ao Ministério da Educação o dever de transmitir o conhecimento sobre as profissões inéditas, por intermédio de projetos - dirigidos por todos os professores de acordo com a área de atuação -, os quais envolvam o estímulo à criatividade e o alcance informacional, com o fito de capacitar os futuros profissionais. Assim, espera-se que a teoria de Locke seja aplicada.