As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 01/11/2020

A Revolução Industrial abarcou e transformou todo o tecido social, que se traduz como sendo os costumes, formas de pensar, culturas e, principalmente, o modo de produção de um povo. Dessa forma, a consolidação das formas de trabalho do futuro estão intimamente ligadas aos avanços tecnológicos, a saber, a Indústria 4.0. Entretanto, estas afirmações inviabilizam a inserção dessas profissões no seio da sociedade verde-amarela: a falta de capacitação cultural e o conceito de mais-valia marxista. Portanto, esses problemas que se tornaram entraves sociais, precisam de um olhar crítico, a fim de serem solucionados.

Em primeiro plano, vale analisar a relação entre a qualificação profissional dos brasileiros e a demanda das profissões da próxima geração. Por esse caminho, de acordo com uma pesquisa organizacional feita pela Korn Ferry, empresa de consultoria de gestão, mais de 85 milhões de vagas de emprego ficarão disponíveis pela falta de qualificação e profissionalização do mercado de trabalho. Portanto - de forma a acordar com a pesquisa mencionada - o não alcance das habilidades e competências pelos trabalhadores, configurar-se-á em uma limitação do crescimento econômico, fato que contribui para a não realização e não consolidação das novas formas laborais. Diante disso, é mister que a problemática seja dissolvida.

Outrossim, a utilização da tecnologia no meio profissional por substituição deve ser observada. Diante do exposto, a proteção do trabalhador no que se refere à robotização e à automação é imprescindível. Logo, essa assertiva obtém respaldo sociológico por meio do pensamento marxista de produção, o qual expõe que o aumento exponencial da produtividade é realizada por meios tecnológicos; assim, o trabalhador, que outrora fazia parte de toda a jornada de trabalho, é prejudicado financeiramente ao passo que exerce sua profissão na mesma carga horária antes cumprida. Sendo assim, o conceito de mais-valia relativa é debatido pela iminente e massiva implementação da automação e inteligência artificial nos dias hodiernos.

Destarte, as problemáticas supracitadas merecem ser diluídas. Por isso, é necessário que a Secretaria do Trabalho, em aliança às instituições privadas de ensino preparatório e técnico, forneça cursos profissionalizantes gratuitos, com a aplicação de palestras e distribuição de materiais complementares, para que haja um aumento no nível intelectual médio dos trabalhadores brasileiros. Não obstante, é plausível que a mesma Secretaria referida crie leis trabalhistas, com a garantia do emprego complementar tecnológico no meio laboral, com o fito de assegurar e garantir o bem-estar social do proletariado.