As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 28/10/2020
No contexto social vigente, as profissões do futuro têm se mostrado um entrave no país. Observa-se que, com a introdução de Automação e Inteligência Artificial nas empresas, progressivamente vem ocorrendo uma atualização nos empregos existentes. Segundo dito pelo “pai da Sociologia”, Émile Durkheim, quando os costumes são insuficientes, é impossível fazer respeitar as leis. Sendo assim, enquanto esses costumes forem de falta de especialização da população, continuará impossível fazer respeitar a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira, que estabelece que a Educação Profissional é um direito do cidadão.
Perante os fatos citados, é relevante abordar que a educação no âmbito das tecnologias e habilidades humanas é de extrema importância para a formação de seres capacitados para os empregos ulteriores. Historicamente configurados como opostos, Piaget e Vygotsky, duas figuras da psicologia evolutiva, no século passado já afirmavam que a aprendizagem inicial dá-se a partir da reprodução do que se vê e experiencia. Análogo a essa ideia, se a criança experienciar situações que envolvam essas duas áreas, a tomará como exemplo, com grandes chances de reproduzir ações parecidas e desenvolver habilidades.
Paralelo a isso, não se deve olvidar das possíveis consequências dessa inovação do mercado de trabalho para personas que viveram numa época mais tradicional. Indubitavelmente, muitas delas não aperfeiçoaram as competências ou têm condições de custear as inúmeras especializações requeridas pelas empresas. Consoante à filosofia do alemão Jürgen Habermas, para haver sociedade, é pendente a existência de críticas às suas próprias tradições. Nesse ínterim, um corpo social acomodado com o estado de incapacitação de seus habitantes não cumpre com seus deveres conceituais. Pelo contrário, se tal não afere como contornar essa questão, torna-se quimérico o seu combate.
Diante da problemática supracitada, constata-se o Brasil encontra-se fora do trâmite da correta abordagem sobre profissões do futuro. Desse modo, fica incumbido ao Governo Federal, comungadamente com os órgãos educacionais, como o Ministério da Educação e o Conselho Nacional de Educação, suprir as novas demandas das empresas para com seus cidadãos. Eventualmente, isso deve ocorrer a partir de programas capacitantes que habilitem as personas para o novo mercado de trabalho. Por conseguinte, tem-se o intuito de aumentar significativamente o número de trabalhadores preparados para os cargos que virão a existir. Nesse hiato, Einstein faz-se proficiente ao aludir que a tecnologia ultrapassou a humanidade, haja vista a premência de integrá-la aos ofícios positivamente para o melhor desenvolvimento do país.