As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 27/10/2020

É indubitavel que a Revolução Industrial, ocorrida em meados do século XVIII, trouxe ao cotidiano popular conforto e comodidade. No entanto, tal transformação não se restringiu a objetos inanimados, ela também moldou a mentalidade humana, que passou a articular o ramo profissional com os adventos produzidos em decorrência ao fenômeno. Visto essa correlação existente entre as pessoas e a tecnologia, percebe-se a necessidade de um debate acerca da capacitação técnica cada vez mais exigida e o desaparecimento de futuras áreas de trabalho.

Em primeiro lugar, deve-se compreender que desde o início do processo de industrialização as máquinas demonstraram um bom desempenho de produção e devido a isso grande parte da mão-de-obra passou a ser substituída pelo maquinário. Para que tal situação não se repetisse a sociedade se mobilizou para obter o conhecimento técnico necessário. Contudo, como a evolução tecnológica não permanece estática, o aprendizado humano tende a ser sempre contínuo, já que, o aprimoramento da educação garante o sucesso profissional. Corrobora-se esse fato por meio das pesquisas salariais divulgadas pela plataforma " Educa mais Brasil", em que, a mesma relatou que aqueles que possuem pós-graduação recebem 118% a mais dos que não possuem essa formação.

Ademais, estipula-se que com todo o desenvolvimento robótico e industrial promovido ao longo das décadas, muitas áreas de trabalho diminuirão gradativamente até desaparecerem por completo. A exemplo de tal ótica, pode-se citar algumas profissões que não existem mais, como: acendedores de poste e leiteiros, que acabaram por se tornar obsoletos em um mundo moderno. Denota-se, por intermédio disso, que  aquilo que é feito de uma maneira operacional está propenso a ser substituído por alguma tecnologia e o mercado de trabalho não atua de uma forma distinta.

Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. É de dever do Ministério da Fazenda elaborar um planeamento financeiro que viabilize o  reforço estudantil nas instituições de ensino, que será promovido pelo Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Informação e Comunicação. Tais órgãos citados devem se articular em conjunto a fim de fornecer aos estudantes o devido  aprendizado para que esses consigam se qualificar e ocupar um bom espaço no mercado de trabalho. Dessa maneira, a população irá lidar com a  problemática abordada de um modo efetivo e com bom desempenho.