As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 28/10/2020
Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, a dificuldade para escolher a profissão a ser seguida ainda torna o país distante do imaginado pelo personagem, uma vez que, novas profissões tendem a surgir. Nessa perspectiva, seja pela ineficiência governamental e pela falta de conhecimento tecnológico o problema permanece afetando a sociedade e exige uma reflexão.
Inicialmente, é válido pontuar que o questionamento perante a profissão escolhida deve-se, principalmente, á omissão dos setores governamentais, no que se concerne a gestão eficiente do Ministério da Educação. Segundo Thomas Hobbes, o Estado é responsável pelo bem-estar da população, porém, isso não ocorre no país, uma vez que, com essa falta de iniciativa governamental muitas pessoas prendem-se a trabalhos mais seguros a tentar alcançar seus objetivos. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal.
Ademais, outro fator é a falta de conhecimento, muitos brasileiros não estão preparados para trabalhar com a tecnologia que inova cada dia mais. Segundo Jean Jacques Rousseau, é necessário que o homem seja educado a partir do momento que ele nasce. Logo, faz-se necessário a adaptação e educação das pessoas a esse novo setor trabalhista.
Torna-se evidente, portanto, que medidas são necessárias para resolver o impasse. Dessa maneira, é dever do governo em conjunto com a mídia - grande difusora de informação e principal veículo formador de opinião - assumir seu papel de agente social para as questões da cidadania, além de discutir por meio de documentários e reportagens os quais retratem de maneira fidedigna a importância do conhecimento em relação ao assunto. Assim, poder-se-á transformar o Brasil em um país desenvolvido socialmente.