As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 29/10/2020
Sabe-se que após a Primeira Revolução Industrial mudanças significativas ocorreram no mundo inteiro, pois, com a chegada de indústrias, os trabalhadores desenvolveram novas técnicas e se adaptaram ao novo ritmo de trabalho. De forma análoga, a sociedade atual deve acompanhar as alterações causadas pela Revolução Técnico-Científico-Informacional e enfrentar os desafios que as profissões do futuro irão exigir. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema em virtude do avanço da tecnologia e das exigências do mercado de trabalho. Desse modo, medidas para combater o infortúnio são essenciais, como o investimento em cursos profissionalizantes e a oferta de bolsas de estudo.
Em primeiro plano, deve-se analisar o porquê desse tema ser tão discutido. Com a evolução tecnológica atual, as profissões tradicionais ficaram abaladas pelo risco de substituições de pessoas por máquinas e pela preferência a profissionais especializados em informática, com o conhecimento de outra língua, criativo e que saiba se relacionar com outras pessoas. Essas habilidades devem ser trabalhadas com as crianças nas escolas, o que não é encontrado no ambiente escolar brasileiro, já que a educação no Brasil não é valorizada e os métodos de ensino continuam clássicos. Assim, vale citar Aristóteles quando dizia que “todo homem tem, por natureza, desejo de conhecer”, ou seja, os seres humanos desde sempre procuram informações para se adaptarem às variações do mundo.
Em vista disso, é possível perceber as consequências do infortúnio. De acordo com uma pesquisa feita em janeiro de 2020, do IBGE, 11,2% dos brasileiros estão desempregados, o que significa que o mercado de trabalho está cada vez mais restrito e, portanto, essa parcela da população sem emprego enfrenta as dificuldades de um mundo capitalista. Além disso, de acordo com a teoria da modernidade líquida do sociólogo Zygmund Bauman as relações econômicas ficaram sobrepostas às relações sociais e humanas, uma vez que a sociedade atual valoriza a lógica de consumo no lugar da lógica moral. Isso permite analisar o caminho que as relações pessoais e profissionais terão no futuro, baseadas em interesses e estratégias econômicas.
Portanto, cabe ao Ministério da Educação investir em cursos com professores sobre trabalhar com a criatividade e as habilidades das crianças e adolescentes – em horários a parte das horas comerciais – por meio de palestras com médicos e psicólogos, a fim de entender como funciona a mente desses alunos e compreender a importância de desenvolver diversas competências. Outrossim, compete ao governo federal a tarefa de disponibilizar bolsas de estudos para grande parte da população ter acesso a cursos relacionados à tecnologia e engajamento nas mídias sociais, por intermédio de parcerias com empresas e escolas. Assim, homens com desejo de conhecer, de acordo com Aristóteles, terão auxílio.