As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 31/10/2020

O filme “A Fantástica Fábrica de Chocolate”, lançado em 2005, retrata em uma cena, a demissão do pai do personagem principal Charlie, quando uma nova máquina é instalada na fábrica de pastas de dentes e substitui mecanicamente o trabalho antes realizado por ele. Fora da ficção, algumas características podem ser comparadas, como a substituição da força humana por máquinas e equipamentos tecnológicos. Dessa maneira, é fundamental entender os desafios ocasionados por tais circunstâncias e, também, como será necessária uma maior capacitação profissional para o emprego nos ofícios do futuro.

Em princípio, é imprescindível compreender que com o advento da Quarta Revolução Tecnológica, diversas profissões, como alfaiates, engraxates e acendedor de postes, deixaram de existir. Isso se deve ao constante avanço tecnológico e, por consequência, a um processo de automatização, que veio para substituir tais ocupações. Conseguinte a isso, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no trimestre encerrado em agosto de 2020, o desemprego atingiu 14,4% da população. Em virtude da problemática exibida, observa-se que muitas pessoas se encontram desempregadas, parte devido a essa substituição da mão de obra por equipamentos e a falta de oportunidades, o que implica no aumento desses números e torna o emprego cada vez mais desafiador.

Além disso, com o progresso técnico-científico muitas profissões surgiram, entretanto, essas cada vez mais trouxeram como requisito uma necessidade de maior capacitação profissional. Tal fato pode ser corroborado por informações do Fórum Econômico Mundial, o qual prevê que 65% das crianças que estão na educação infantil, trabalharão em profissões que ainda não existem por meio da tecnologia. Denota-se, dessa forma, que será preciso uma melhor estruturação educacional, para que assim, as crianças tenham uma melhor desenvoltura social e tecnológica e, destarte, se tornem profissionais flexíveis, versáteis e aptos ao mercado de trabalho.

Portanto, medidas são necessárias para resolver esses impasses. Visto o grande número de desempregados e a necessária capacitação profissional para os ofícios do futuro, o Governo, por intermédio do Ministério da Educação (MEC), juntamente ao Ministério da Comunicação, Tecnologia e Inovações (MCTI), deve investir nas instituições de ensino, não só oferecendo uma boa estrutura física, educacional e tecnológica aos estudantes, mas também, bons educadores, a fim de os habilitarem as profissões do futuro e desse modo, garantir o trabalho. Ademais, é de suma importância o incentivo à educação proveniente dos pais e do MEC, para que os alunos engajem nas próprias preparações técnicas.