As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 28/10/2020
Desde o apogeu da 3° Revolução Industrial, em meados do século passado, a modernização tecnológica tem gerado profundas transformações no campo laboral e nas relações sociais, assim, trazendo mudanças no cardápio comportamental. Conforme o Instituto Brasileiro de Coaching (IBC), as características que apresentarão uma demasiada valorização, no futuro do trabalho, consistem na capacidade de trabalhar em equipe, como também habilidades relacionadas ao uso de tecnologia. Em contrapartida, percebe-se que os indivíduos contemporâneos apresentam aspectos divergentes daqueles exigidos. Com efeito, deve-se debater sobre as profissões do amanhã e seus desafios, especialmente, tratando-se do individualismo nos laços humanos e da preparação da geração mais jovem.
Em princípio, é mister compreender os atributos sociais que caracterizam os seres humanos na atualidade. Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, os relacionamentos na pós-modernidade são “líquidos”, isto é, frágeis, efêmeros e transitórios. Para o autor, tal fenômeno é produto do individualismo, que, consequentemente, leva os indivíduos a escolherem agir sozinhos. Nesse sentido, atividades que exigem a ação mútua, como o trabalho em equipe, podem se tornar problemáticas, visto que as pessoas têm aversão no pensamento coletivo.
Além disso, considerando que a maior parte da população que enfrentará tais transformações são atualmente crianças; é preciso implementar tais configurações no cenário escolar. De acordo com o sociólogo Max Weber, a escola se apresenta como a principal instituição social responsável pela transmissão de conhecimento e preparação dos indivíduos para o futuro da sociedade. Dessarte, faz-se necessário adequar as atividades supracitadas, como agir em conjunto e saber utilizar diferentes tecnologias, para a capacitação da próxima geração de profissionais.
Evidencia-se, portanto, que as profissões do futuro apresentam diferentes desafios, sobretudo, no que diz respeito ao cardápio comportamental exigido pelas novas demandas. Para a preparação adequada da nova massa de profissionais, o Ministério da Educação (MEC), em parceria com escolas públicas e privadas, deve consolidar novos conhecimentos na atual grade de ensino, como o uso dos meios de comunicação e da tecnologia, por meio de uma nova proposta educacional , visando habilitar estudantes para os futuros desafios do campo laboral. Outrossim, deve promover atividades que ressaltam o trabalho coletivo, por intermédio de dinâmicas pedagógicas, dessa forma, mitigando os efeitos do individualismo. Como resultado, a geração hodierna estará pronta para responder as novas adversidades do amanhã.