As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 28/10/2020

O mundo passou por diversas mudanças, tornando o mercado de trabalho um novo cenário a cada dia. As mudanças para o futuro do trabalho são inevitáveis, isso se deve ao fato das novas maneiras de pensar e se comportar das crianças e jovens, esses que, muito em breve, vão ocupar os lugares dentro das empresas, além dos grandes avanços tecnológicos que proporcionam novas possibilidades de carreiras que podem ser seguidas. Mas essas profissões vão trazer consigo uma série de desafios.

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - SENAI, o Mapa do Trabalho Industrial 2019 - 2023 apontou que as profissões ligadas à tecnologia estão entre as que mais crescerão nos próximos anos - algumas delas, com aumento superior a 20%. Devido a isso, o Brasil terá que qualificar mais de 10 milhões de trabalhadores em apenas quatro anos. Essas profissões surgem com o pretexto de resolver problemas antigos como o reaproveitamento de recursos. Nesse quesito irá surgir as engenharias ligadas não só a melhor aproveitamento de recursos naturais, mas também com relação ao lixo, como diminuir e/ou usar melhor o que temos disponíveis.

Um dos grandes medos da população, é de que no futuro, grande parte dela seja substituída por máquinas. Para que isso não aconteça é necessário focar em coisas em que humanos são bons e as máquinas não são – como criatividade, inovação, empatia e intuição. Analogamente, é possível observar uma situação que ocorre atualmente em um esporte de alta tecnologia e cada vez mais automatizado por máquinas e computadores de última geração: a fórmula 1. Críticos afirmam que, a cada ano, o carro faz mais diferença que a habilidade do piloto, porém ainda se destacam os pilotos arrojados, que conseguem trabalhar dentro de uma margem de risco superior às máquinas, obtendo um desempenho superior ao que seu equipamento poderia render. São profissionais que utilizam o lado humano, para complementar e, quiçá, superar o desempenho padrão das máquinas. Outro exemplo, é o caso da Ferrari, que vem cometendo diversos erros que custaram muitas vitórias e pontos para seus pilotos, e o grande vilão apontado pelos erros foram os computadores. Apesar de toda a inteligência e tecnologia, os supercomputadores não levam em consideração fatores que vão além de dados, estatísticas e históricos, induzindo a tomada equivocada de decisões.

Portanto, para que grande parte da população não seja substituída por máquinas, as instituições de ensino deverão desenvolver diversas habilidades que serão necessárias para o mercado de trabalho, tais como resolução de problemas complexos, pensamento crítico, criatividade, liderança e gestão de pessoas, trabalho em equipe e muitas outras características importantes para desempenhar um bom trabalho no futuro.