As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 30/10/2020

Antes das revoluções industriais, o conceito de trabalho era focado na produção de subsistência. Como consequência, as pessoas tiveram que se adaptar as novas formas de produção. Paralelamente a essa situação, os avanços tecnológicos e as mudanças na organização do trabalho nos dias hodiernos causam dificuldades e preocupações para trabalhadores ou pessoas que pretendem ingressar no mercado de trabalho. Com a crescente mecanização da mão de obra, e muitas  funções humanas sendo substituídas, as maiores preocupações para os futuros trabalhadores devem ser as profissões que deixarão de existir e a qualificação e habilidades necessárias para exercer as novas funções.

Primeiramente, é importante dar atenção ao fato de que várias profissões vão deixar de existir ou ter seu efetivo severamente reduzido em um futuro próximo devido aos avanços tecnológicos. Segundo o autor John Pugliano, qualquer trabalho rotineiro ou previsível será substituído por um algoritmo em 10 anos. Assim, é possível especular o impacto que tais avanços causariam na economia e na vida dos operários, já que, segundo pesquisa da Universidade de Brasília, 54% dos empregos formais são ameaçados pela mecanização do trabalho. Consequentemente, os profissionais dessas áreas teriam de trocar de profissão ou ficariam inativos economicamente. Portanto, os avanços tecnológicos ameaçam a vivência de vários trabalhadores e as dos que aspiram ingressar nessas profissões.

Após isso, é crucial destacar a importância da qualificação e habilidades sociais avançadas para as novas profissões que surgirão resultado das alterações no mundo do trabalho e as dificuldades que serão encontradas por pessoas com menos qualificação. Dessa forma, é possível prever que profissões que envolvam conceitos como inteligência artificial, realidade virtual ou realidade aumentada terão muito mais espaço no mercado futuro, assim como profissões que lidam com relações interpessoais, como destaca Paulo Feldmann, engenheiro e professor da Universidade Estadual de São Paulo, os robôs poderão substituir profissionais altamente qualificados em padrões atuais. Logo, serão necessárias habilidades nas áreas de software e relações interpessoais para florescer no mercado.

Em suma, os maiores desafios que serão encontrados pela pessoa que deseja ingressar no mercado de trabalho serão o desaparecimento de várias profissões atuais e as habilidades necessárias para as que estão a surgir. Visto isso, é necessário que o Ministério da Educação implemente, por meio de mudanças na base curricular do ensino fundamental e médio e criação de novos cursos em universidades federais, informações que refletem o futuro estado da economia, com o objetivo de conscientizar os alunos a buscar a qualificação adequada e dar a oportunidade para aqueles que dependem de faculdades federais para conquistar essa qualificação.