As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 29/10/2020
Após as Revoluções Industriais que se iniciaram durante o século XVIII, o mundo deixou o modelo trabalhista completamente braçal e passou aderir inovações tecnológicas, substituindo gradativamente o esforço físico humano. Por conseguinte, profissões começaram a ser extintas, como por exemplo a profissão de datilógrafo (profissional responsável por escrever cartas através de uma máquina de escrever), mas também novas surgiram que é o caso de um operador de drones. Entretanto, com a chegada de um novo modelo trabalhista, tornou-se necessário o desenvolvimento de novas habilidades tecnológicas e competências principalmente as socioemocionais.
Em primeira análise, é importante destacar a cobrança de experiência e competências socioemocionais no mercado de trabalho. Conforme o filósofo David Hume, o conhecimento provém das habilidades adquiridas durante a trajetória de vida, o que ele denomina a teoria do empirismo. Com isso, é válido também avaliar o método de ensino aplicado na atualidade, se há uma preparação para o mercado de trabalhista, como o desenvolvimento de trabalho em equipe, autonomia, criatividade, pensamento crítico, proatividade, proficiência em novas tecnologias entre outras aptidões, visto o surgimento de novas profissões.
Faz-se mister ainda, salientar que os trabalhadores já inseridos no mercado de trabalho necessitam buscar por qualificações profissionais para se manterem empregados. Segundo o relatório do Fórum Econômico Mundial, mais de 50% dos trabalhadores necessitarão de requalificação e desenvolver competências socioemocionais. Este problema se dá pelo fato do ensino básico do século passado ser voltado ao teórico e ao rendimento quantitativo e não qualitativas, acarretando em relações desgastantes de competitividade. Logo, isso gera dificuldades nas relações sociais no ambiente de trabalho.
Infere-se, portanto que há entraves para garantir todas essas adaptações, principalmente relacionada ao público mais antigo no mercado de trabalho. Com isso, urge que Ministério da Educação trabalhe na requalificação desses profissionais e na qualificação dos que virão no futuro. Para isso, é importante que seja trabalhado essas habilidades ainda na educação básica, através das experiências e não só do teórico, principalmente com a integração do ensino técnico ao ensino médio. Com tais implementações, espera-se promover espaço a todos ao novo mercado tecnológico e amenizar os impactos negativos causados pela revolução e reduzir também os problemas já existentes no ambiente de trabalho, aderindo a harmonia.