As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 31/10/2020

Investimento Futurístico

A glorificação da razão durando o Iluminismo, no século XVIII foi um forte motivador para o avanço tecnológico e científico do século XXI, aliado às revoluções industriais e modelos econômicos vidando o lucro, a mão de obra tornou-se qualificada e específica. Em contrapartida, toda essa evolução tecnológica não aconteceu simultaneamente em todo o mundo, enquanto o consumo sim. Por isso, o surgimento das profissões do futuro não é encorajado proporcionalmente a necessidade do mercado devido ao ensino tradicional ainda em vigor, além de que a falta de investimento e pesquisa tornam a pouca mão de obra qualificada obsoleta em relação ao mercado.

Primeiramente, os métodos de ensino atuais são estritamente baseados em métodos tradicionais e também voltados a formar e estimular profissionais em áreas supersaturadas e convencionais. Dessa forma, muitos jovens em idade escolar não se direcionam para as novas profissões devido ao desconhecimento das tecnologias e aplicações futurísticas que crescem diariamente junto ao mercado capitalista.

Ademais, a falta de investimento em pesquisa no Brasil torna a mão de obra do país obsoleta, uma vez que isso desacelera o avanço tecnológico e a descoberta e desenvolvimento de novas tecnologias. Ainda, o Ministério da Educação anunciou que em 2021 o país poderá passar por um corte de mais de 4 bilhões visando investir em obras, e assim mantendo a educação em segundo plano.

Portanto, é dever do Ministério da Educação atualizar a grade curricular e os métodos de ensino por meio do investimento em equipamentos tecnológicos nas escolas e a implementação de matérias relacionadas a automação e redes sociais, a fim de preparar os estudantes para as opções de cursos e mercado de trabalho. Também cabe ao Ministério da Economia em parceria com o Ministério da Educação direcionar mais verbas para a área de pesquisa por meio da oferta de bolsas de estudo para pesquisadores e investimento em projetos estagnados, a fim de desenvolver, qualificar e equiparar a mão de obra brasileira ao mundo.