As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 01/11/2020

A indústria 4.0 proporcionou a mecanização dos meio de produção. Apesar de suas vantagens - como maior produtividade e baixa porcentagem de acidentes no ambiente empresarial -, a substituição da mão de obra por máquinas trouxe o desafio de promover a automação indústrial ao passo de não promover o desemprego em massa. Assim, observa-se a necessidade da discussão acerca do tema.

Em primeiro lugar, o rápido processo de industrialização ocasionou problemas regionais. O geógrafo Milton Santos relaciona o intenso processo de êxodo rural com a chegada das máquinas ao campo. Aliado a isso, houve o movimento dessas pessoas para a cidade (em busca de emprego) proporcionando o crescimento das favelas. Dessa forma, analisa-se que a mecanização do campo não foi acompanhada de um planejamento governamental a fim de reinserir esses agricultores na sociedade, o que gerou um problema social.

esse modo, a maquinização não pode ser excludente, como já analisado. É notório a diminuição da procura por determinados profissionais com a chegada da tecnologia, a exemplo: alfaiates. Entretanto, novas profissões ganharam destaques a partir da procura por tal da mão de obra. Nesse viés, observa-se que o mercado empresarial é fluido, o que pode-se aplicar a teoria filosófica de Adam Smith - o mercado possui a mão invisível que direciona a economia.

Portanto, a fim de garantir o desenvolvimento tecnológico ao passo de não gerar desemprego, medidas paliativas devem ser tomadas. Por isso, cabe à Organização Internacional do Trabalho estabelecer uma legislação comum para o mundo inteiro em relação ao trabalho informal e aos pequenos empreendimentos. Sendo assim, as leis servirão de proteção para os trabalhos já existentes e para os novos que entrarão no mercado. Além disso, também é importante o comprometimento dos países na validação de tal cláusula, com o intuito de promover os direitos humanos e a humanidade prosperar em todos os âmbitos.