As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 01/11/2020

Depois de inúmeras mudanças na sociedade, vive-se, hoje, um momento em que há, por parte de muitas pessoas, uma crescente busca pela realização profissional. Tem-se, porém, que considerar que com essas mudanças, diversas profissões desaparecerão com o tempo e, por consequência, muitas novas surgirão. Quanto a isso, é indubitável que a capacitação profissional não acompanha a evolução do mercado, desenvolvendo assim um cenário preocupante ao imaginar um futuro.

Consoante um estudo realizado pela empresa Cuponation, cerca de 95,2 milhões de brasileiros são ativos nas redes sociais, e esse número tende a crescer nos próximos anos, com isso, inegavelmente, o mercado ligado às redes também tende a progredir. Todavia, é alarmante como se percebe a falta de informação sobre como utilizar tais ferramentas como forma de obtenção de renda e, sobretudo, a falta de regulamentação destas atividades profissionais. Estes obstáculos acabam por prejudicar o acesso às profissões digitais.

Além disso, com a grande evolução da robótica e sua incorporação à indústria, sem dúvida novas profissões estão surgindo. No entanto, é gritante a falta de acessibilidade à capacitação para exercer tais cargos, visto que, poucos cursos profissionalizantes são ofertados nessas áreas e quanto existem, demandam de um relativo poder aquisitivo para realização. Tendo isso em vista, é notável o descaso governamental para com o incentivo da formação técnica de novos trabalhadores aptos ao futuro mercado.

Fica clara, portanto, a necessidade de uma ampliação da legislação atual a fim de regulamentar as novas profissões, visando à garantia dos direitos do trabalhador do futuro. Bem como é de suma importância que o Governo Federal, conjuntamente ao Ministério da Economia e ao setor privado, garantam o incentivo à formação de novos profissionais capacitados, através da oferta de cursos de nível técnico voltados à indústria, tendo como foco a população carente e os indivíduos que comprovadamente não possuem condição financeira para arcar com os custos do ensino profissionalizante. Dessa forma, seria possível garantir o desenvolvimento das profissões do futuro de forma mais segura e inclusiva.