As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 30/10/2020

No livro “A Quarta Revolução Industrial”, de Klaus Schwab, o autor escreve sobre as novas tecnologias que estão entrando nos mundos físico, digital e biológico de forma a criar grandes promessas e possíveis perigos. Com isso, o desenvolvimento acelerado e a sociedade em um processo de mudança, além das novas tecnologias, a criação de novas profissões tende a fazer parte da realidade da população brasileira. Nesse contexto, é preciso entender que as novas profissões são uma grande alternativa para o desemprego no país, mas que muitas pessoas ainda estão em uma zona de conforto e não estão preparadas para lidar com elas.

Em primeiro lugar, é necessário ressaltar que as novas profissões tendem a diminuir os índices de desemprego. Isso acontece, principalmente, devido ao surgimento de novas possibilidades de trabalho, e em empregos mais qualificados e mais remunerados que os extintos. Exemplos disso podem ser encontrados nas informações divulgadas no relatório “The Future of Jobs” feito pelo Fórum Econômico Mundial, com as informações mostrando que mais de 130 milhões de novos postos de trabalho surgirão, com mais de 50 milhões de novas vagas. Sendo assim, esses fatores atuam em fluxo contínuo e favorecem na resolução de um problema social.

Outrossim, questões em que as pessoas não estão preparadas para as novas tecnologias estão intimamente ligadas às novas profissões. Isso acontece, devido à falta de qualificação e capacitação profissional para lidar com as novas áreas relacionadas à tecnologia, já que as empresas estão buscando demandas bastante específicas. Um exemplo disso é que de acordo com o Mapa do Trabalho Industrial 2019-2023, divulgado pela Confederação Nacional da Indústria, o Brasil terá de qualificar mais de 10 milhões de trabalhadores que não estão preparados para a nova demanda do mercado, reforçando ainda que profissões ligadas à tecnologia são as que mais vão crescer. Logo, é substancial a mudança desse quadro.

Torna-se evidente, portanto, a urgência de medidas para alterar o cenário vigente. Dessa maneira, é dever do Governo, junto ao Ministério da Educação e Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, que promova aos futuros trabalhadores uma capacitação e qualificação profissional, por meio de palestras e da criação de cursos profissionalizantes que sejam acessíveis aos profissionais, a fim de que eles possam aprender, se atualizar, se adaptar as novas tecnologias e as novas exigências do mercado. Assim, poder-se-á afirmar que o Brasil oferece mecanismos para superar os desafios enfrentados pelas novas profissões no país.