As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 03/11/2020
A Constituição Cidadã – norma de maior hierarquia do sistema jurídico nacional- assegura diversos direitos, a classe trabalhadora e o incentivo a ciência. Contudo, na prática, tal garantia é deturpada, visto que a evolução tecnológica digital permitiu o surgimento de novas profissões e, consequentemente, indivíduos estão sendo substituídos por maquinas e inteligência artificial. Logo, é substancial a participação da sociedade associada à atuação dos órgãos governamentais para que melhorias, nesse sentido, sejam consolidadas.
Nessa perspectiva, na obra “Era das Revoluções”, o historiador Eric Hobsbawm acredita que, desde o início da Revolução Industrial com a substituição do homem pela máquina, a Europa enfrentou uma grave crise de desemprego. Na sociedade pós-moderna, esse paradigma se repete com a inteligência artificial e outros mecanismos tecnológicos e, assim, os índices de desemprego serão expressivos, além da deterioração dos salários. Nesse viés, faz-se mister a ação do Estado para atenuar essa adversidade.
Outrossim, com base no que Harry Braverman, economista estadunidense, “quanto mais sofisticadas as máquinas, menos qualificação tem o trabalhador" percebe-se a necessidade que o indivíduo tem de estar sempre se atualizando para acompanhar o desenvolvimento e dirimir suas chances de desemprego. Verifica-se como alguns postos de trabalho tornam-se obsoletos com o emprego das tecnologias digitais. É notório que esse quadro favorece o crescimento do emprego informal e potencializa a desigualdade socioeconômica.
Portanto, são prementes mais medidas de intervenção para minimizar esse impasse. Para isso, cabe ao Governo incentivar a ciência nos ambientes escolares e promover uma fiscalização mais rigorosa no âmbito trabalhista, mediante um disque denúncia para que empresas que forneça salários injustos sejam penalizadas, com o fito de assegurar a cidadania legislativa dos brasileiros.