As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 10/11/2020
Apesar de ser a nona maior economia do mundo, o Brasil há anos enfrenta sérios impasses relacionados, principalmente, as elevadas taxas de desemprego, que atinge 14,4% da população, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nesse cenário, portanto, as perspectivas do país relativas às profissões do futuro apresentam inúmeros desafios, tanto pela extensa crise econômica, intensificada com a pandemia de Covid-19, quanto pela falta de capacitação de inúmeros trabalhadores brasileiros frente as inovações tecnológicas.
Nesse sentido, é fundamental ressaltar o atual contexto de pandemia como um fator que colabora diretamente para o agravamento da crise econômica brasileira, o que afeta diretamente os trabalhadores. Assim, com o aumento no número de dívidas, demissões e falências, a realidade do país é, cada vez mais, marcada pela hipertrofia do terciário, ou seja, o setor de serviços tenta absorver, de maneira informal, parte de desempregados em busca de sustento. Dessa forma, as profissões do futuro, caracterizada pela tecnologia da quarta revolução industrial, ainda estão distantes da maioria da população do Brasil.
Ademais, é de extrema importância ressaltar o desemprego estrutural – consequência das mudanças estruturais na economia – como um desafio para as profissões do futuro no país, uma vez que grande parte dos servidores brasileiros não apresentam capacitação técnica adequada para as grandes mudanças tecnológicas no mercado de trabalho. Desse modo, o Brasil enfrenta uma séria dicotomia, pois deseja ingressar na quarta revolução industrial, marcada pela junção de tecnologias digitais, físicas e biológicas, concomitante a elevada taxa de subemprego no país, cerca de 41% de acordo com o IBGE.
Logo, cabe ao Estado, em especial ao Ministério da Economia, garantir uma maior estabilidade no atual contexto de crise financeira, por meio de planos econômicos que incentivem o crescimento, como a Estratégia Federal de Desenvolvimento, com o intuito de diminuir o desemprego e permitir a chegada da nova revolução industrial e das novas profissões. Além disso, é função do Poder Público, garantir a capacitação técnica dos trabalhadores brasileiros, por via de cursos profissionalizantes, com destaque para a área de tecnologia, com o objetivo de reduzir o subemprego, bem como o desemprego estrutural, e mitigar os desafios relativos às profissões do futuro.