As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 16/11/2020
O ludismo, movimento ocorrido na Revolução Industrial, foi um protesto organizado pela classe operária, em que os trabalhadores quebraram as máquinas com receio de perderem os empregos. Hodiernamente, esse medo dos novos aparatos tecnológicos ocuparem o lugar dos seres humanos em certas profissões ainda permeia entre as pessoas, pois essas novas atividades laborais vêm requerendo novas características, sejam relacionadas à qualificação profissional, sejam ligadas à flexibilização do trabalho. Logo, urgem medidas do Governo e da sociedade para reverter esse quadro.
Decerto, as novas profissões solicitam, cada vez mais, uma maior qualificação profissional. A título de ilustração, tem-se o filme “A Fantástica Fábrica de Chocolate”, o qual mostra como o pai do personagem Charlie é demitido da indústria após a aquisição das máquinas, mas logo é recontratado para concertá-las. Nesse contexto, nota-se que bastantes empresas estão contratando indivíduos com mais preparação, descartando, muitas vezes, pessoas com habilidades antes requisitadas para contratar com novas habilidades, como o ocorrido com o personagem da obra cinematográfica. Todavia, muitas dessas novas qualificações não são ensinadas aos trabalhadores, os quais não encontram locais públicos que os ensinem essas habilidades necessárias. Dessarte, é premente que o Ministério da Educação modifique esse cenário de desamparo à população trabalhadora.
Ademais, as futuras profissões estão mais flexíveis no que tange ao local de trabalho. Nessa toada, tem-se a pandemia do COVID-19, a qual, segundo o site “G1”, fez muitos indivíduos trabalharem em casa, passando a utilizar meios como a internet para realizarem seus afazeres. Nesse sentido, observa-se que os novos empregos propõem diferentes meios de serem realizados, pois muitas pessoas conseguem exercer sua profissão de modo virtual, e isso mostra os benefícios da flexibilização. Contudo, muitos contingentes não estão adeptos a essas mudanças, as quais requerem algumas mudanças na rotina. Diante disso, é perceptível a necessidade de a sociedade intervir nesse entrave.
Destarte, percebe-se que as profissões futuras apresentam empecilhos que devem ser combatidos. Para isso, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com empresas privadas, por meio de cursos preparatórios, como o SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), que podem ser realizados em escolas profissionalizantes, oferecer meios da classe operária adquirir a classificação solicitadas pelos novos empregos, com o fito de mitigar o desemprego. Outrossim, cabe à sociedade, via auxílio de ornamentadores, adequar sua casa à flexibilização do trabalho, como a construção de escritórios, e à sua rotina. Desse modo, os desafios, como o ludismo, poderão ser enfrentados.