As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 21/11/2020
A Globalização, iniciada no século XX, permitiu o desenvolvimento mundial, visto que se originou novas formas de se relacionar. Nesse contexto, analisa-se as rápidas mudanças tecnológicas; de maneira que, como reflexo da mentalidade capitalista, são responsáveis por possibilitarem às novas profissões do futuro. Em razão disso, tem-se os demasiados desafios que envolvem não só a invisibilidade social, mas também a crise da coletividade; fatores esses que necessitam ser debatidos.
Em primeira instância, é certo que a invisibilidade social, associada a mentalidade capitalista, colabora diretamente com os desafios das novas profissões do futuro. Essa situação se deve pela prioridade econômica, a qual é estabelecida por grandes mudanças funcionais que objetivam a maior produção, em um menor tempo. Dessa forma, apesar do inquestionável crescimento das inovações profissionais advindas do desenvolvimento, ressalta-se ainda um maior distanciamento de indivíduos qualificados a estarem no âmbito trabalhista. Uma vez que, de acordo com o Fórum Econômico Mundial, mais da metade dos alunos do primário atuarão em cargos, atualmente, inexistentes. Ou seja, torna-se inquestionável o evidente problema capaz de marginalizar, de modo excludente, grande parte da população não detentora do acesso educacional e preparatório para esse meio.
Consequentemente a essa problemática da inviabilização, disserta-se como retrato do pensamento capital, a cristalização da crise coletiva no país. Isto é, subtende-se que a objetificação dos profissionais, os quais são reduzidos à máquinas produtoras de lucro, constitui uma carência humana ocasionadora da diminuição das relações sociais do espaço. Nesse sentido, infere-se a tese proposta pelo sociólogo Zygmunt Bauman, tal que, ao analisar a conduta ética dos sujeitos na pós modernidade, disserta a existente liquidez contemporânea. Uma vez que, esse cenário se conceitua não apenas pela incerteza, como tambem a ausência das consistências, oriundas das transformações. Logo, observa-se o desafio do corpo coletivo, já que, gradativamente, tendem a não conseguir acompanhar às profissões do futuro.
Tendo em vista os aspectos mencionados, é dever do Ministério da Economia, em parceria com o Ministério da Educação, garantir políticas públicas destinadas aos trabalhadores e alunos do colegial. De modo que, se ofereça, obrigatoriamente, reuniões mensais que possam informar - por meio de profissionais da educação - maneiras de se incluir a população na atual economia. Efetuando assim, não só no rompimento da invisibilidade social, bem como, se permitirá na coletividade em questão; fatos esses que permitirão o fim dos desafios liquefeitos das profissões do futuro.