As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 01/12/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, o personagem Rafael Hitlodeu relata uma sociedade perfeita encontrada em uma ilha, na qual o corpo social de padroniza pela ausência de conflitos, como o desemprego, por exemplo. No entanto, o mundo contemporâneo se afasta dessa realidade ao se analisar as profissões do futuro e deus desafios. Assim, com a ascensão da tecnologia, em consonância com os problemas com a empregabilidade no panorama atual, tornam-se os pilares desse imbróglio.
Em primeiro lugar, cabe ressaltar a especialização em tecnologias como o foco principal das características e desafios das profissões do futuro. Nessa linha de pensamento, o sociólogo Émile Durkheim, em sua análise da sociedade pós-Revolução Industrial, menciona que a tecnologia advinda desse movimento econômico iria modificar a relação trabalho-homem, o que seria reflexo de um futuro próximo. Dessa forma, ocorre uma relação direta entre: tecnologia e profissões do futuro, visto que se potencializou o uso dos desenvolvimentos feitos pelos tecnopolos, o que especializa paulatinamente os trabalhos atuais.
Em segundo lugar, surge a substituição do trabalho humano por máquinas como consequência direta desse alarmante impasse. Nesse espectro, o site O Globo divulgou uma pesquisa na qual informa que cerca de 62% dos empregos formais do Rio de Janeiro necessitam de conhecimentos inerentes as tecnologias pelos trabalhadores. Sob essa análise, denota-se que, com o desenvolvimento tecnológico aplicado nos serviços, parte da população precisa se adaptar ao atual cenário, caso contrário ocorre o fenômeno do desemprego estrutural. Logo, essa conjuntura atual de ausência de cursos de especialização impossibilita que haja uma ampla efetividade na empregabilidade.
Fica evidente, portanto, a relevância do debate acerca das profissões do futuro. Desse modo, o Superministério da Economia - principal responsável pelo funcionamento da infraestrutura do país - deve, por meio de leis e decretos para um maior direcionamento de verbas ao âmbito socioeconômico, promover cursos de aprendizado básico das principais exigências do mercado, de modo a possibilitar para a população a ampliação de oportunidades de emprego. Tal plano deverá focar, principalmente, em construir uma sociedade permeada pela harmonia entre empregabilidade e desenvolvimento tecnológico, de modo que se aproxime dos ideais da sociedade fictícias de More.