As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 17/12/2020
O advento da 4a Revolução Industrial passou a demandar o trabalho aplicado com base nas tecnologias e no intelecto, fato que exigiu dos trabalhadores a qualificação profissional para se incluir nos mercados de trabalho do futuro. Em contrapartida, tal exigência de qualificação não é igualitária para todos, devido, sobretudo, à pouca acessibilidade às tecnologias e às ineficientes assistências governamentais no que tange à preparação profissional para os novos mercados. Assim, para superar tal problemática, a ação estatal é crucial para a inclusão da população nas novas profissões.
Com efeito, sabe-se que os efeitos da globalização não são homogêneos, o que deixa as pessoas excluídas de seus benefícios. Nessa análise, de acordo com dados do IBGE, 1 em cada 4 brasileiros não possui acesso à internet, fato que os tornam ter menos afinidade com as tecnologias. Por conseguinte, devido a essa negligência governamental em não promover o acesso para todos, a população não consegue manusear as novas tecnologias digitais e, portanto, é impossibilitada de trabalhar nas profissões da Era Digital, ficando à mercê do desemprego estrutural. Logo, a ação do Estado para tornar a internet mais acessível é crucial no que se refere à maior qualidade da mão de obra e diminuição do desemprego.
Outrossim, é fato que o auxílio governamental para qualificação profissional ainda é insuficiente para atender a população ativa satisfatoriamente. Em verdade, de acordo com o “Portal G1”, 50% das empresas reclamam da pouca qualificação dos empregados para manusear equipamentos, e cerca de 20% oferecem qualificação interna para essas pessoas. Como resultado dessa falha do Estado, a mão de obra fica mais rara e mais cara, os empregados ficam em subempregos e as indústrias migram para outros locais mais favoráveis, o que atinge toda a cadeia econômica de um País. Dessa forma, o investimento em educação profissional é essencial para incluir as pessoas nas novas profissões e para melhorar a economia local. À luz dessas considerações, nota-se que a ação governamental é a responsável para promover o acesso à internet para as pessoas e a qualificação profissional.
Para isso, o Ministério da Tecnologia, por meio de parcerias com empresas privadas de telecomunicação, deve subsidiar o acesso à internet com um preço social para as pessoas mais carentes e integrar locais marginalizados pelas empresas, com o intuito de que as pessoas incluam as tecnologias no cotidiano e tenham mais afinidade com elas. Além disso, o Ministério da Educação deve ampliar as vagas em universidades para cursos que preparam para as novas profissões, para que, com essas ações, os efeitos da 4a Revolução sejam mais positivos e inclua a mão de obra qualificada no contexto brasileiro.