As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 17/12/2020

O filme “Extinção” retrata o planeta Terra habitado somente por robôs com estereótipo humano, o que forçou os seres humanos a irem morar em Marte, sendo um dos motivos o papel exagerado das máquinas em diversas relações humanas. Nesse contexto, pode-se dissertar sobre as profissões do futuro, as quais terão diversos desafios, tais como as influências do processo de robotização e a opção das pessoas por empregos que lhes apresentem garantias. Dessa maneira, medidas de empresas privadas e de famílias são imprescindíveis.

De fato, a substituição da mão de obra humana pelo trabalho das máquinas é um problema para a situação relacionada a empregos no futuro. Nessa perspectiva, segundo a Universidade de Oxford, cerca de 48% das profissões correm risco de extinção nas próximas décadas, em virtude da mecanização do trabalho. Sob essa óptica, evidencia-se o risco gerado pelo processo de robotização, já que as tarefas hoje realizadas por seres humanos poderão, no futuro, ser trocadas pelas tarefas realizadas por objetos tecnológicos, principalmente em empresas privadas, que objetivam o lucro máximo - máquinas não recebem salários, o que diminui os gastos -, acarretando, assim, o desemprego estrutural. Dessa forma, cabe às empresas amenizar essa consequência deletéria.

Outrossim, a preferência das pessoas por profissões que já garantem boas condições de vida pode ser um risco para o assunto em questão. Nessa conjuntura, pode-se citar a ideia de Karl Marx quanto ao processo de produção, sobre o qual o sociólogo afirmava que a classe social, juntamente com os benefícios que ela oferece, de um indivíduo tem relação direta com a posição ocupada por ele nas etapas de produção em uma sociedade. Seguindo essa ideia, é possível pensar que as pessoas continuem optando por empregos que lhes assegurem benefícios de uma alta classe - ocupar o cargo de chefe no processo citado -, o que pode levar a uma escassez de mão de obra nas profissões que ainda serão criadas. Desse modo, o papel das famílias é essencial para uma mudança de mentalidade.

Entende-se, portanto, que existem empecilhos para os diferentes empregos do futuro. Nesse viés, visando a amenizar o desemprego estrutural, as empresas devem investir em tecnologia sem deixar de contratar pessoas para gerirem-na, de modo que a mão de obra humana ainda seja valorizada, a partir da seleção de pessoas que sejam capacitadas para um trabalho direto com máquinas sofisticadas, a qual pode ser através de concursos ou de testes de preparação. Ademais, as famílias devem encorajar os filhos a seguirem carreiras que ainda serão criadas, a fim de mudar uma mentalidade conservadora vigente em relação a profissões. Assim, os desafios em questão serão superados, e a situação apresentada em “Extinção” não passará de ficção.