As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 22/12/2020

A Constituição Federal brasileira, promulgada em 1988, prevê a todo cidadão o pleno direito à dignidade humana, à educação e o trabalho. Em oposição a esse estatuto, o Brasil tem apresentado grandes entraves no uso das novas tecnologias e a formação profissional, fenômeno esse que revela um grave descaso explícito. Nesse sentido, diante de uma realidade que mescla conflitos nas esferas governamentais e sociais, torna-se relevante construir uma crítica e realizar uma possível medida relacionada a esse desafio.

Diante desse contexto, cabe destacar a precariedade do Estado no desenvolvimento e preparação do cidadão para as demandas profissionais. Segundo o economista britânico Arthur Lewis, a educação deve ser vista como investimento de retorno garantido, principalmente na formação do indivíduo e sua profissão. Portanto, é imprescindível que as instituições educacionais abordem e despertem de forma mais efetiva em seus alunos a importância do surgimento tecnológico atrelado as demandas futuras do mercado de trabalho.

Ademais, é fundamental ressaltar a participação popular na exigência de melhores qualificações. De acordo com o jornal O Globo, 65% dos desempregados brasileiros não conseguem recursos para melhorias curriculares. Sob esse viés, lamentavelmente, percebe-se uma falência de ideologias e perspectivas que confirmam a visão de Lewis, a qual é imprescindível que a sociedade exija capacitações que venha a atender aos propósitos mercantis atuais e do futuro. Logo, faz-se mister a necessidade de mudanças e reformulação dessa postura governamental e social de forma urgente.

Em suma, medidas exequíveis são necessárias para preparação e desenvolvimento da população. Destarte, o Ministério da Educação deve fomentar campanhas que despertem o interesse na qualificação tecnológica e profissional, por meio das mídias digitais, rádios e televisão, com cursos profissionalizantes, debates e rodas de conversas em escolas. Tais atividades podem ser financiadas através das parcerias público-privadas das indústrias. Espera-se, com isso, capacitar e ofertar aos brasileiros maiores chances de atuação nas futuras áreas do mercado de trabalho.