As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 23/12/2020

O fim da Guerra Fria e a consolidação do modelo capitalista, no final do século XX, trouxeram diversos impactos no âmbito profissional de todo o mundo. No que se refere às profissões do futuro, é pertinente afirmar que a internet e a robotica estão intimamamente atreladas à nova exigência do mercado de trabalho. Esse cenário é reflexo não só das sucessivas Revoluções Industriais, mas também da maneira como a sociedade lida com transformações impostas pelo sistema econômico vigente. Em primeira análise, vale destacar que a Revolução Técnico-Científico-Informacional (TCI) incorporou padrões de vida baseados na internet e na robótica. Assim, as empresas e corporações têm procurado profissionais que se encaixem nesses requisitos digitais e, por consequência, há o descarte de alguns ofícios. Dessa maneira, tem-se um desequilíbrio entre a necessidade imposta pela era digital e a realidade dos profissionais já inseridos no mercado de trabalho. Sob essa ótica, de acordo com o jornal Folha de São Paulo, em 2019, a maioria das pessoas que perdeu seus empregos por exercer funções que agora são realizadas por máquinas, não consegue realocação em outros setores. Em vista disso, percebe-se que, embora as tecnologias facilitem o dia a dia, estas têm colocado em risco empregos de muitos cidadãos. Outrossim, é essencial ressaltar a postura da sociedade frente às transformações impostas pela era tecnológica. Diante disso, tem-se uma clara urgência de os cidadãos se qualificarem e moldarem seus ofícios ao sabor das mudanças contemporâneas. Nesse sentido, para suprir as exigências da tecnologia, trabalhadores devem complementar seus estudos e fazê-los de tal forma que garantam seus empregos e, assim, não corram a ameaça do desemprego. No entanto, na realidade, o que se tem é um crescente número de desempregados, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2019. À sombra disso, observa-se a importância de um pensamento crítico alencado à flexibilização do trabalhador em moldar suas funções às demandas de uma sociedade permeata por automação e tecnologia. Verifica-se, portanto, a necessidade de combater tal problemática. Para isso, é essencial que o Poder Executivo destine debates e opiniões de pessoas especialistas em profissões do futuro, por meio de investimentos em comerciais em rádios e TV aberta, com o objetivo de alertar os desafios e impactos das tecnologias no mercado de trabalho aos cidadãos. Dessa maneira, haverá o desenvolvimento de uma mentalidade social pautada na realidade da Revolução (TCI). Paralelamente, cabe às escolas, aliadas à família, a formação do senso crítico dos estudantes, por intermédio de palestras e discussões no âmbito escolar, acerca dos requisitos do novo mercado de trabalho, a fim de gerar indivíduos capazes de escolher suas profissões tendo em vista as demandas contemporâneas. Dessa forma, será possível a conciliação entre as novas tecnologias e o equilíbrio entre as atividades das máquinas e dos seres humanos.