As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 24/12/2020
Embora a Constituição Cidadã, promulgada em 1988, trate o trabalho como direito social fundamental ao desenvolvimento do brasileiro, percebe-se que, atualmente, não há o cumprimento dessa prerrogativa, principalmente no que diz respeito aos desafios das profissões que surgiram com o avanço da globalização. Isso acontece não só graças à falta de investimentos do Poder Executivo no setor tecnológico, mas também por efeito do conservadorismo na capacitação profissional do país.
Em primeira análise, é válido destacar que, segundo o jornal Folha, 2019, o Brasil possui entraves burocráticos e econômicos que impedem uma implantação significativa de tecnologia de ponta nos setores de serviços e da indústria, o qua faz o país perder competitividade a nível mundial. Dessa forma, observa-se que a inércia da administração pública em estimular novas possibilidades de geração de empregos, bem como a inação em expandir o mercado de trabalho nacional em setores como o de automação e de Inteligência Artificial, tem perpetuado altas taxas de desocupação, e, em consequência, prejudicado o bem-estar da comunidade.
Outrossim, é pertinente ressaltar que, consoante ao portal Olhar Digital, em 2020, apesar do desemprego em alta, sobram vagas no setor tecnológico- dentre elas “marketing” digital e gerente de redes sociais-, e tal cenário ocorre devido ao não preenchimento das habilidades requisitadas pela oportunidade de emprego. Entretanto, conforme a Fundação Getúlio Vargas, 2019, cerca de 40% dos jovens brasileiros com qualificação superior estão desempregados. Pode-se inferir, desse modo, que as instituições de ensino não têm alinhado o conhecimento ofertado às novas demandas empregatícias, o que tornam engessadas e obsoletas as habilidades adquiridas, e tolhe, dessa maneira, a conquista do emprego e da ascensão trabalhista.
Verifica-se, portanto, a necessidade de combater tal problemática. Para isso, é essencial que o Ministério da Economia fomente o avanço tecnológico no país, por meio tanto de parcerias com companhias como a “Microsoft”, quanto de incentivos à criação de empresas do tipo “Startup”, com o objetivo de elevar a capacidade no setor. Dessa forma, o Brasil será atrativo tecnologicamente. Com igualdade, que o Ministério da Educação adeque o ensino profissional às novas profissões, por intermédio da adição de disciplinas na grade curricular que abordem a aplicação de ferramentas técnicas, com o fito de formar especialistas com as habilidades exigidas no mundo atual. Assim, haverá a efetivação dos direitos sociais expressos na Constituição Cidadã.