As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 17/01/2021

Na 1ª Revolução Industrial ocorreu um movimento na Inglaterra chamado Ludismo, onde as novas maquinas das fabricas foram destruídas pelos trabalhadores que tiveram seus empregos tomados. Atualmente, em meio a 4ª Revolução Industrial com a implementação das novas tecnologias e meios de comunicação, novas profissões são criadas diariamente, entretanto as escolas falham em preparar os estudantes pro futuro mercado de trabalho e muitos ainda optam por escolher profissões mais tradicionais que possam desaparecer futuramente. Dessa forma, e necessário que o homem se adapte aos novos tempos.

Sob essa óptica, o historiador Israelense Yuval Noha Harari debate o futuro do mercado de trabalho, “Não temos ideia de como será o mercado de trabalho em 2050. Sabemos que o aprendizado de máquina e a robótica vão mudar quase todas as modalidades de trabalho - desde a produção de iogurte até o ensino da ioga”. Acerca dessa lógica, a atual grade curricular das escolas mostra-se ineficiente em preparar os estudantes para as profissões futuras, com as maquinas tendo plena capacidade para substituir o trabalho humano. Desse modo, Yuval fala que as escolas precisam ensinar os “4C`s” (Criticidade, Criatividade, Comunicação e Colaboração) minimizando habilidade técnicas e enfatizando habilidades para propósitos genéricos na vida. Destarte, é necessária uma mudança na grade nacional de ensino.

Outrossim, muitos estudantes ainda escolhem seguir profissões mais socialmente tradicionais devido à incerteza sobre o futuro. A título de exemplo, um levantamento realizado pelo portal Vagas.com indica que 60% dos jovens brasileiros ainda preferem trabalhar em carreiras mais consolidadas como advogados e médicos. Todavia, com o avanço tecnológico muitas dessas profissões perderão seu espaço para as maquinas no futuro, expondo importância de se adaptar as mudanças sociais. Faz-se premente, pois, campanhas informativas capazes de conscientizar a juventude.

Dessarte, os governantes, por meio da mudança na base curricular nacional, possibilitada por juristas juntamente com profissionais da educação, devem implementar os “4C’s” na base nacional com o fito de propiciar o desenvolvimento cognitivo da população. Ademais, as escolas e as universidades, mediante palestras e debates, devem informar a população a respeito da importância das oportunidades de trabalho proporcionadas pelas tecnologias usando-as como ferramentas para o desenvolvimento, com o objetivo de mudar a mentalidade a respeito do mercado de trabalho. Dessa forma, será possível se dissociar da conjuntura do Ludismo ocorrido na 1ª Revolução Industrial, se aproximando das propostas de Yuval Harari.