As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 29/01/2021
A tecnologia adentrou no dia-a-dia com tanta intensidade que ela foi capaz de produzir a ascensão de certos tipos de trabalho. Esse é o caso das profissões do futuro, que munidas das ferramentas tecnológicas, surgiram para atender as novas demandas do mercado. Apesar de serem extremamente úteis e lucrativas, em decorrência da atual essencialidade da Internet, essas atividades laborais ainda não são valorizadas propriamente pela sociedade, devido ao ideal de sucesso via estudos. Sendo assim, falta receptividade popular quanto a essas inovações na forma de trabalhar.
Inicialmente, é preciso considerar que o satisfatório retorno financeiro das profissões do futuro está intimamente atrelado ao crescimento do uso da Internet. Em decorrência disso, as pessoas estão cada vez mais conectadas à web, de tal forma que quase tudo o que se necessita atualmente se encontra pela tecnologia. Por isso, é importante que as empresas estejam presentes no espaço cibernético, uma vez que é o local mais apropriado para venda e exibição de seus serviços. Essa estratégia é defendida por Pierre Lévy quando ele diz que “Ou você domina o algoritmo da Internet, ou ele te domina”, pontuando a necessidade de estar a par das inovações para que você não fique para trás no mercado. Graças a essa relevância atual, profissões tais como gestor de redes sociais produzem rendas mensais consideráveis, pois são os responsáveis pela manutenção dos lucros das empresas.
Apesar do valor ao mercado que essas novas profissões possuem, a sociedade tem dificuldade em aceitar esse novo cenário. Isso se dá, porque as instituições sociais, como a família, estão apegadas ao ideal de sucesso via métodos formais e árduos, como os estudos. E para os especialistas, a educação atual é, majoritariamente, tradicional, ou seja, seu foco está direcionado ao conteúdo, à disciplina e à autoridade do professor. Dessa forma, é complexo para a sociedade visualizar que as habilidades desenvolvidas fora do círculo escolar e desvalorizadas por ele, como a criatividade e a desenvoltura com redes sociais, bem como a confiança em desapegar dos padrões e tentar trilhar o próprio caminho, são também provedoras de estabilidade financeira. Assim, confirma-se que um dos desafios para as profissões do futuro diz respeito à não aceitabilidade social, fruto do processo educacional.
A partir do exposto, ficou claro o valor das profissões do futuro e também o peso dos princípios da educação na não aceitação dessas inovações. Por isso, é necessário que o Ministério da Educação traga na matriz curricular a obrigatoriedade em promover a valorização de habilidades individuais diversas, por meio de oficinas e projetos feitos pelos alunos com o uso da tecnologia. Dessa forma, as escolas estariam preparadas para incentivar os diferentes caminhos ao sucesso, tornando cada vez mais palatável à sociedade a existência de labores diversos.