As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 28/06/2021

Segundo Sigmund Freud, o novo sempre despertou perplexidade e resistência. Nesse sentido, consonante a esse pensamento, é possível perceber que na atual realidade, com o surgimento de novas profissões, geralmente ligadas à tecnologia, houveram também o aparecimento de muitos desafios para que elas venham ser consolidadas. Isso ocorre tanto por indivíduos que resistem em investir em novas áreas, quanto por não ter um esclarecimento educativo acerca dessas profissões para alunos na escola, onde idealiza-se, demasiadamente,  apenas os meios mais tradicionais de carreira.

Sob esse aspecto, inicialmente, o primeiro desafio que impede que as novas profissões sejam almejadas é o desinteresse e, muitas vezes, o medo por parte de pessoas que iram se ingressar no ensino superior. Isso porque maioria dos indivíduos possuem o receio de que essas carreiras modernas, que possuem a tecnologia como aliada, não venham gerar tantos reconhecimentos e remunerações como as áreas mais valorizadas do país. Entretanto, é necessário entender que as modificações no mercado de trabalho podem gerar muitos benefícios, como aconteceu na Revolução Técnico Científico e Informacional no século XX, periodo em que surgiu dezenas de possibilidades no ramo do trabalho e também bilionários que foram reconhecidos por suas inovações como, por exemplo, Bill Gates e Steve Jobs. Dessa forma, deve-se moldar o  ideal da população para que ela esteja mais flexível a tais mudanças.

Além disso, outro fator a ser salientado, é a ausente discussão na escola sobre as carreiras do futuro e suas vantagens. De acordo com a teórica Vera Maria Candau, o sistema educacional esta preso nos moldes do século XIX e não oferece propostas significativas para as inquietudes hodiernas. Sob essa ótica, é possível fazer paralelo com a realidade negligente dessas instituições em promover uma visão mais moderna aos alunos em relação ao mercado de trabalho, isso acontece pois é apresentado  apenas as áreas mais tradicionais como, principalmente, medicina e direito. Assim, é excluída outras possibilidades, como se elas fossem irrelevantes à sociedade.

Faz-se necessário, portanto, modificar tal cenário para que a modernidade tenha mais espaço na sociedade e os indivíduos sejam capazes de acompanhar essas inovações. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação, por meio das mídias, divulgar as novas tendências profissionais a partir de artigos que monstrem as vantagens, piso salarial, meio de atuação, dentre outras informações, a fim de despertar interesse na população e propagar possibilidades de emprego. Paralelamente, esse mesmo agente deve proporcionar palestras nas escolas acerca desse tema com o acompanhamento de profissionais. Logo, o novo não causará mais tanta aversão.