As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 15/11/2021

No ano de 2017, o programa de notícias “Revista novo tempo” divulgou na plataforma  “Youtube” uma  reportagem intitulada “O trabalho do futuro”. Nessa matéria, são discutidos vários aspectos de mudanças recorrentes no mercado trabalhista atual, a obsolência  crescente de empregos, bem como a lenta adaptabilidade da sociedade para tais modificações. Com isso, surge a questão dos desafios das profissões do futuro que persistem pautadas tanto no imediatismo social, quanto no silenciamento midiático.

Em primeira análise, é crucial citar o imediatismo populacional como um dos principais fatores para a perpetuação desse revés. Pois, segundo Zygmunt bauman, a liquidez da sociedade moderna se elenca no imediatismo. De acordo com a perspectiva do sociólogo, a velocidade que caracteriza a cultura dos dias de hoje configura-se como um grave problema que atinge diversas áreas  da ação humana. tal imediatismo está presente na base dos desafios que terão de ser enfrentedos pelas gerações em desenvolvimento relacionadas ao mundo profissional, e gera, como consequência, a dificuldade de intervir em um problema como esse sem agir em sua base sociocultural.

Ademais, é de extrema importância destacar o silenciamento midiático como um dos principais fatores para a perpetuação  do receio gerado por pela incerteza sobre quais problemáticas referenciadas na questão do trabalho teram de ser defrontadas. Porque, conforme o célebre sociólogo Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve, de forma alguma, ser convertido em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, pode-se observar que a mídia  em vez de usufruir de sua ampla capacidade de comunicação e influência para promover debates que  elévem o nível de informação da população, estimula a consolidação do problema ao omitir-se.

Logo, medidas estratégicas são de extrema importância para alterar esse conturbado cenário. Para que isso ocorra, o Governo federal, com o apoio de instituições sem fins lucraticos devem desenvolver projetos de campanha para, de início, estimular a interação e concientização do corpo social para com o tema, esse projeto deverá ocorrer por meio de investimento dos Estados, bem como a participação de profissionais  de várias áreas distintas que possam contribuir positivamente com suas opiniões e experiências a cerca do tema e debater em uma espaço aberto com a população em geral sobre os aspectos vigentes dessas mudanças. Além disso, é indispensável, também, o apoio das mídias digitais na criação de uma “hashtag”,  com a fim de dar vóz e divulgar ainda mais o projeto, com o  objetivo de em médio e longo prazo  desenvolva-se uma sociedade mais integrada com as novas mudanças do mundo assim como sujerido na reportagem da “Revista novo tempo”.