As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 03/10/2022

No século XX, a Terceira Revolução Industrial foi responsável por aprimorar o uso da tecnologia em diversos setores do cotidiano, entre os quais cita-se a área das profissões e do trabalho, pois sua dinâmica é afetada pelo uso de máquinas e sistemas operacionais na realização de serviços. Nesse cenário, destaca-se a insegurança no século XXI em relação às profissões do futuro por parte dos jovens, principalmente no que se refere aos riscos de automação de diversos empregos, fator o qual deve ser analisado.

Primeiramente, é inegável que o mundo globalizado afeta a estrutura da sociedade, e isso pode prejudicar a ocupação de cargos devido à possibilidade de automação. Segundo o sociólogo Z. Bauman, o mundo vive uma “modernidade líquida”, na qual há certa volatilidade e incerteza em meio à população, evidente nas relações humanas. Assim, entende-se como a inconstância deturpa o planejamento da juventude acerca de seu futuro, visto que não é possível garantir com certeza o acesso a empregos fixos e estabilidade de vida.

Ademais, pode-se caracterizar o sistema educacional como falho por não garantir a devida instrução ao povo, prejudicando sua capacitação. Conforme a teórica Vera Maria Candau, a educação atual está presa a moldes ultrapassados e não atende às demandas atuais, devendo ser repensada. Tal fato se comprova com a falta de domínio de muitos estudantes em atividades que envolvam criatividade, cooperação em grupo e planejamento, habilidades ligadas a profissões com menor risco de automação e que poderiam propiciar uma futura solidez aos mais jovens.

É evidente, portanto, que o sistema educacional brasileiro prejudica o acesso dos jovens a profissões que, em breve, não correrão grande risco de automação e poderão permitir uma consistência trabalhista a esse grupo. Cabe ao Ministério da Educação, portanto, desenvolver campanhas que ressaltem a importância de se desenvolver certas habilidades entre os alunos nas escolas públicas e privadas, como o trabalho em grupo e criatividade, por meio da destinação de verbas a projetos com tal objetivo, para que os jovens tenham maior capacitação e menor risco de desemprego quando adultos. Logo, com tais práticas, a liquidez da modernidade será trabalhada e diminuirá seus prejuízos à população.