As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 06/09/2022

A Guerra Fria foi uma corrida tecnológica entre as potências da União Soviética e Estados Unidos, com o objetivo de definir qual era mais desenvolvida, ocorrendo em 1991 e causando impactos no mundo todo. Como consequência, países menos favorecidos apresentaram crescentes avanços na tecnologia, que passou a ser mais acessível. Destarte, este empecilho deve ser combatido com foco em dois pontos principais: a inovação no mercado de trabalho e suas consequências.

Em primeiro plano, cabe ressaltar que a partir do desenvolvimento tecnológico, o setor industrial vem se fortalecendo cada dia mais, com projetos de automação e, consequentemente, obtendo mais lucro em menos tempo. Essas indústrias se chamam “Indústrias 4.0” e substituem a manufatura pela maquinofatura, o que, mesmo criando novas profissões, aumenta a taxa de desemprego no Brasil, visto que funções humanas são superadas por máquinas. Para Tom Goodwin, as empresas vivem um Darwinismo Digital, em que as sobreviventes são as mais adaptadas à atualidade, recriando um modelo de Guerra Fria, pois almejam mais visibilidade tecnológica e controle no mercado.

Por conseguinte, a necessidade de se adaptar a novos meios de trabalho também se faz presente. Devido à grande substituição do modelo trabalhista, novas profissões surgiram, já que é preciso saber manusear equipamentos de alta tecnologia, bem como entender algoritmos nas redes sociais, haja vista que a profissão do momento é a de “influenciador digital”. Em tal requisito, os jovens hodiernos possuem bastante conhecimento, por serem da geração tecnológica, porém, aqueles que são de gerações passadas ficam para trás, podendo perder seus empregos.

Sendo assim, faz-se necessário que medidas estratégicas sejam tomadas. Cabe ao Estado, em parceria com grandes indústrias, fornecer nas empresas cursos de tecnologia a pessoas que possuem menos contato com a inovação, a fim de fazer com que se enquadrem nas necessidades da automação, como a educação digital, para que não sejam contribuintes no aumento na taxa de desemprego do Brasil. Somente assim seria possível fazer com que a inovação tecnológica não seja problema para pessoas desempregadas sem acesso à informação.