As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 06/09/2022

É sabido que o desenvolvimento tecnológico potencializado pela quarta revolução industrial transforma os meios de serviço ao acelerar e facilitar processos empresariais, como a venda e gestão de dados, por meio de plataformas digitais e a Inteligência Artificiais. Entretanto, a automatização de procedimentos antes feitos de forma manual demanda uma maior qualificação de profissionais à respeito de conhecimentos tecnológicos, o que gera o aumento no índice de desocupação em regiões com investimentos precários no âmbito tecnocientífico.

Dessa forma, a integração da digitalização à atividades corporativas ocasiona a rotatividade de funcionários ao modificar profissões tradicionais para a realidade atual. Visto que, segundo o levantamento realizado pelo portal Vagas.com, apenas 4 em cada 10 jovens brasileiros estão dispostos a se adaptarem a essas mudanças escolhendo ofícios do futuro.

Por conseguinte, a falta de flexibilidade dos esquemas de trabalho aumenta os índices de desemprego do país, além dos empregos informais que não proporcionam a agregação de experiência no currículo do trabalhador, por se tratar de trabalhos que não possuem a validação de empregabilidade na carteira de trabalho. A ausência da carteira assinada impede que o empregado desfrute dos direitos trabalhistas previstos na Constituição de 1988.

Diante do exposto, é imprescindível que o Governo, em uma ação conjunta com o Ministério da Educação, invista em políticas de ensino de cunho tecnológico em instituições públicas por meio da implementação de aulas de informática e robótica, além da capacitação de profissionais voltados para a área. Visando assim, o aumento dos índices de empregabilidade no Brasil ocasionada por intermédio da maior qualificação dos futuros profissionais.