As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 06/09/2022
A inclusão no mercado de trabalho é um desafio e um temor na vida de adolescentes, jovens e adultos devido a, principalmente, o alto índice de desemprego no Brasil. O jovem do século 21, além de preocupar-se com as profissões já existentes, deve estar atento às que ainda vão surgir, ou pior, que vão desaparecer. As causas desse fenômeno social estão relacionadas à baixa escolaridade e ao processo de maquinofatura.
Nesse viés, é relevante citar a baixa escolaridade como um impasse na inserção dos jovens no mercado de trabalho, uma vez que resulta na baixa qualificação para o preenchimento de uma vaga. Segundo o conceito do economista britânico Guy Standing, o termo “Precariat” representa uma classe em desenvolvimento, composta por um número crescente de pessoas cujas vidas são inseguras, entrando e saindo de empregos que certificam pouco sentido a suas vidas. Portanto, é evidenciado o fato de que a baixa escolaridade é um desafio dos jovens com as profissões do futuro.
Ademais, é importante dissertar acerca do processo de substituição de funcionários por maquinário, principalmente em profissões recém criadas. Desde a Revolução Industrial, ocorre o processo de maquinofatura, em que a mão de obra do operariado está sendo, aos poucos, substituída por máquinas. Na Indústria 4.0, também conhecida como 4º Revolução Industrial, essa eficiência dos equipamentos é cada vez mais aplicada visando a maior produtividade. Esse processo requer um menor número de pessoas e uma maior qualificação, cenário que dificulta o jovem do século 21 a estar inserido no mercado.
Diante do exposto, medidas devem ser tomadas a fim de amenizar a problemática. Desse modo, é necessário que o Ministério da Educação (MEC), promova campanhas nas redes sociais, visto que é a ferramenta mais utilizada por jovens, com o objetivo de conscientizá-los acerca da importância de estar qualificado e atualizado para o mercado de trabalho, além de expandir o programa de cursos gratuitos, no caso do Brasil. Visto isso, os desafios para os jovens do século 21 serão amenizados. Como disse o filósofo e sociólogo polonês Zygmunt Bauman: “Não é a crise que muda o mundo, mas a nossa resposta a ela”.