As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 05/09/2022

Na série norte-americana “Ponto cego”, é apresentada uma personagem chamada Patterson, ela é a chefe da área computacional do FBI e a responsável por resolver a maior parte dos casos em sua equipe, porém essa área de especialidade é escassa e não tão reconhecida quanto as profissões convencionais. Analogicamente, é possível fazer uma comparação com a atual situação no mundo do trabalho hoje, visto que ainda existe uma pequena acumulação de profissionais em busca de entrar na área, além de não existir grande representatividade quanto em carreiras tradicionais.

Em primeira instância, é de grande importância salientar que a área não está sendo ocupada com a demanda projetada, resultando dessa forma em vagas em aberto pela falta de profissionais. Dessa forma, de acordo com o IBRE (Instituto Brasileiro de Economia), apenas um terço da quantidade de pessoas necessárias se formam em TI até 2025. Sendo assim, as ideias de John Locke a respeito do “contrato social” são violados, uma vez que o Estado não cumpre com o seu dever de assistir a população como prevista. O que acaba por prejudicar a sociedade por um todo.

Além disso, deve-se ressaltar que os adolescentes de hoje estão cada vez mais pressionados em relação de encontrar uma profissão, podendo trazer transtornos psicológicos para essas pessoas. Segundo o MEC (Ministério da Educação), os cursos mais procurados são direito, administração e enfermagem. Diante disso, é possível analisar que ao se ver em busca de uma carreira, os adolescentes possuem uma preferência em cursos pré estabelecidos pela sociedade como os melhores, deixando dessa forma desproporcional a área da ciência da computação. Nesse sentido, percebe-se a urgência de descontinuar esse comportamento.

Portanto, diante o exposto, é visível a importância para que medidas sejam tomadas para mitigar a problemática. Urge que o MEC em ação conjunta com o Ministério da Cidadania, façam campanhas introduzindo a população nas novas áreas computacionais, para que dessa forma haja um maior interesse da população em seguir essas profissões. Assim consolidando os ideais do “contrato social” do filósofo John Locke.