As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 06/09/2022
O surgimento da Terceira Revolução Industrial, em meados do século XX, foi responsável pela implementação de novas formas tecnológicas de comunicação e transporte capazes de atender a população contemporânea. Em paralelo com a história, hodiernamente, a sociedade pode observar mudanças nas formas de emprego existentes, e sabe-se que novas profissões tendem a surgir. Nesse contexto, fatores como a falta de conhecimento tecnológico da população brasileira e a ausência de investimento em tecnologia são uns dos principais contribuintes para os desafios das profissões do futuro.
Em primeiro plano, o baixo aprendizado da população brasileira em relação à tecnologia é considerado um problema, uma vez que o mercado de trabalho se depara com um movimento de indivíduos sem o conhecimento necessário para exercerem os cargos mais técnicos dentro das indústrias tecnológicas. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2016 cerca de 24 milhões de brasileiros não utilizavam a internet por falta de conhecimento. Por razão, esse é um ponto chave que deve ser melhorado, visto que uma população bem instruída é capaz de gerar mão de obra necessária para trabalhos futuros.
Em segundo plano, a ausência de investimento no setor nacional de tecnologia também surge como um empecilho, visto que a falta de equipamentos afeta diretamente o desenvolvimento de projetos que seriam possivelmente promissores para o mercado. A partir de dados colhidos pela economista Fernanda de Negri, 2021 foi o ano em que o Brasil teve menor investimento em ciência e tecnologia nos últimos 13 anos, e essa baixa acaba desincentivando muitos profissionais que já estão ativamente no mercado de trabalho, uma vez que eles não possuem os recursos necessários para continuar o desenvolvimento de seus projetos e pesquisas.
Portanto, infere-se que o Ministério Público deve, por meio de fiscalização da aplicação dos poderes estatais, pressionar o Estado no que se refere ao aporte de recursos financeiros ao setor tecnológico brasileiro, a fim de contribuir com a infraestrutura das indústrias, criando ambientes propícios ao desenvolvimento da ciência e, também, ao fortalecimento do conhecimento científico nacional.