As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 28/11/2022

Segundo o sociólogo Émile Durkheim, existem fatos sociais normais e fatos sociais patológicos, sendo que estes últimos causam danos à sociedade. Nesse sentido, os desafios das profissões do futuro são fatos sociais patológicos. Sob esse viés, isso decorre da omissão estatal e da negligência da mídia.

Nesse panorama, a inoperância do poder público é uma imperiosa promotora dos desafios para as profissões do futuro. Sob essa perspectiva, de acordo com informações do Ministério das Relações Exteriores, cerca de quatrocentos mil brasileiros emigram todos os anos. Nessa conjuntura, há uma perda incontestável de mão de obra qualificada que poderia auxiliar na transição tecnológica canarinha, pois os governantes não oferecem condições mínimas para o desenvolvimento social, como segurança jurídica e estabilidade econômica. Assim, a disparidade entre países desenvolvidos e nações sub-desenvolvidas é aumentada pela irresponsabilidade de políticos, preocupados, muitas vezes, com o populismo de sua próxima eleição, não focando em ações de longo termo.

Ademais, a falta de foco dos meios de comunicação é uma notória incentivadora dos desafios das profissões do futuro. Sob esse prisma, conforme a Carta Magna, a imprensa deve cumprir a sua função social. Não obstante, o documento máximo é desrespeitado, porque os jornais não oferecem, obstinadamente, informações necessárias sobre os empecilhos para uma maior portabilidade para o mundo tecnológico, como a saída de mão de obra qualificada e a automatização de certos setores. Dessa forma, a desinformação é propagada pelo consentimento de entidades jornalítisitca, preferindo a acomodação de interesses empreseriais, como uma população menos informada.

Portanto, é mister haver um debate sobre as profissões do futuro e seus desafios. Nessa ótica, a fim de que haja uma correção da evasão de brasileiros de alta qualificação, os congressistas devem, por meio da sanção do presidente, criar medidas de apoio para cidadãos recém-formados que estejam se inserindo no mercado de trabalho, como PPP (parceria público-privada). Além disso, para que haja uma aplicabilidade da Constituição Cidadã, a mídia deve, por intermédio da função apelativa, criar campanhas que evidenciem meios para a transição digital.