As relações pessoais em tempos de modernidade líquida

Enviada em 24/09/2019

Consumo humano.

Os líquidos são caracterizados, quimicamente, como substâncias de grande capacidade fluidez e escoamento. Foi também dessa forma que o sociólogo polonês Zygmunt Bauman definiu a sociedade moderna pós-guerra, em que as relações humanas são cada vez mais rápidas e fluidas, ou seja, líquidas. Tal definição ainda perdura como um problema até os dias atuais e foi severamente intensificada com o a virtualidade e a tecnologia, mostrando a urgente necessidade de mudança em muitos aspectos sociais.

Inicialmente, faz-se necessário salientar que muitas influências para a formação das relações líquidas vieram do sistema econômico capitalista e suas principais vertentes. Afinal, o consumismo exagerado faz com que não apenas objetos sejam descartados facilmente, mas também pessoas. Isso pode ser observado em redes sociais, em que os usuários exibem seus corpos como produtos em prateleiras e defendem relações rápidas e sem comprometimento, visando um envolvimento com um grande número de pessoas em um curto intervalo de tempo, o que demonstra as palavras de Bauman: “Vivemos tempos líquidos. Nada é para durar”.

Além disso, o uso contínuo e exacerbado da tecnologia fez com que as relações humanas fossem mais distanciadas. As crescentes plataformas virtuais construíram um mundo onde não é mais necessário o contato físico, pois há uma infinita quantidade de ações que podem ser feitas por meio da internet. Assim, os vínculos sociais se transformam em mais frios e, portanto, mais fluidos e líquidos.

Por isso, evidencia-se a necessidade de que educadores destaquem a importância das atitudes humanizadas sociais com o desenvolvimento de trabalhos sociais de ajuda e solidariedade. Ainda mais, pais e responsáveis devem aderir à causa, inserindo na educação familiar tais temas e instruindo seus descendentes sobre o uso moderado das redes virtuais.