As relações pessoais em tempos de modernidade líquida
Enviada em 29/11/2019
É indubitável que as principais transformações que ocorreram ao longo dos anos, mudaram a consciência e percepção dos indivíduos na sociedade. Frente a fatores históricos sociais, é perceptível que o surgimento de novas tecnologias, a instabilidade econômica e a globalização pós-modernidade trouxeram incertezas aos indivíduos a as dificuldades de se adequar aos novos padrões sociais. Nesse sentido, é necessário que subterfúgios sejam encontrados a fim de resolver essa inercial problemática.
Em vista dos fatores elencados, é notório que as relações pessoais acarretaram mudanças significativas, caracterizado por laços efêmeros e momentâneos. Analogamente, denotam-se que as relações coletivas foram moldadas pelo individualismo ficando refém da superficialidade nas interações humanas, sob o mesmo ponto de vista, para o filósofo Thomas Hobbes, o ser humano nasce, em seu estado natural, mau e também se corrompe pela sociedade, é necessário, segundo ele, que o estado intervenha para garantir o bem-estar da população.
Somando-se a isso, é possível avaliar o problema em uma esfera social, vive-se, hodiernamente, em um mundo de incertezas e indefinições e com isso o surgimento de problemas relacionados a saúde mental cresceram exponencialmente. Segundo o filósofo Zygmunt Bauman, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. Outrossim, com as insuficiências governamentais a problemática instala-se.
Portanto, mediante os argumentos supracitados, a escola como formadora de caráter promover, em todas as redes de ensino, palestras ministradas por psicólogos com o objetivo de estimular o desenvolvimento pessoal e seu convívio nas relações sociais. Além disso, o poder público promover, com profissionais na área da saúde, cuidados especiais as pessoas que sofrem de algum problema. Com tais implementações o problema poderá ser uma mazela passada na história brasileira.