As relações pessoais em tempos de modernidade líquida

Enviada em 20/07/2020

A falta de afeto e a criação da modernidade líquida.

A modernidade líquida é caracterizada pela substituição da ideia de coletividade e de solidariedade pelo individualismo; e a transformação do cidadão em consumidor.  Nesse contexto, as relações afetivas se dão através de laços momentâneos e se tornam superficiais e pouco seguras. No lugar da vida em comunidade e do contato próximo, as pessoas priorizam os vínculos que são desfeitos com a mesma facilidade com que são estabelecidos, assim como mercadorias que podem ser adquiridas e descartadas.

Dessa forma, tem pessoas que ainda não se acostumaram com a nova modernidade, visto que, a modernidade sólida, que antecedia a líquida era mais consolidada, e trazia a sensação de eternidade e segurança para as relações entre pessoas. Alguns acontecimentos da segunda metade do século XX, como a instabilidade econômica mundial, o surgimento de novas tecnologias e a globalização, contribuíram para a perda da idéia de controle sobre os processos do mundo, trazendo incertezas quanto a nossa capacidade de nos adequar aos novos padrões sociais, que mudam constantemente.

Com essa passagem do mundo sólido para o líquido,  cada vez mais as pessoas desenvolvem angústia, ansiedade, temor do desemprego, da violência, do terrorismo, de ficar para trás, de não se encaixar nesse novo mundo, que muda num ritmo hiperveloz. Para que isso melhore é necessário que as pessoas tenham conhecimento do que é modernidade líquida, e que ela é resultado da falta de afeto causada pelas ações delas próprias.