As relações pessoais em tempos de modernidade líquida

Enviada em 12/07/2020

Na obra ‘‘Utopia’’, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo populacional padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas sociais. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do descrito pelo autor, tendo em vista que cada vez mais as relações pessoais vêm se fragilizando, por conta da ‘‘modernidade líquida’’ vivida por nós, e tal cenário pode acarretar em graves problemas à saúde física e psicológica dos cidadãos. Logo, é preciso erradicar ao máximo tal problemática.

Primordialmente, vale ressaltar que o termo ‘‘modernidade líquida’’ foi desenvolvido pelo sociólogo polonês Zygmunt Bauman, e diz respeito à uma época em que as relações sociais e econômicas são frágeis, fugazes e maleáveis como líquidos. Neste contexto, as conexões entre pessoas se tornam cada vez mais banais e eventuais, um forte exemplo disso são as relações sexuais atualmente: quanto mais frequente e com o maior número de pessoas possíveis, melhor, o oposto do que era pregado na  época de modernidade sólida, período anterior ao da modernidade líquida, para Bauman.

Ademais, este pensamento individualista sobre as relações pessoais nos tempos de modernidade líquida corrobora para vários problemas, tanto físicos, como psicológicos. No brasil , umas das consequências dessas relações individuais é o transtorno de ansiedade, que atinge 9,3% da população, sendo o país com mais casos de ansiedade no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Infere-se, portanto, que é imprescindível por um fim nesta problemática. Então, o Ministério da educação deve, por meio de verbas, promover nas escolas e instituições de ensino palestras e momentos com psicólogos e profissionais da área para mostrar às crianças e jovens o lado ‘‘ruim’’ de vivermos em uma época de modernidade líquida, para darem mais valores às conexões pessoais, e assim minimizar as taxas de ansiedade e outros problemas causados pela carência de relações mais sólidas.